Ela entrou em coma e ficou internada por oito dias no Hospital Sírio-Libanês, onde teve morte encefálica na terça (24). Corpo será enviado ao Piauí, onde Gabriela nasceu.
A terapeuta Gabriela Martins Moura, de 31 anos, morreu após complicações durante um procedimento de fertilização in vitro realizado em uma clínica particular de São Paulo (SP), conforme informações da família. Ela teve a morte encefálica confirmada na terça-feira (24), no Hospital Sírio-Libanês, onde permaneceu internada por oito dias.
A jornalista Nahiza Monteles, prima de Gabriela, informou que os familiares estão organizando os trâmites para transferir o corpo da capital paulista para Teresina (PI), cidade onde a terapeuta nasceu, de acordo com o portal G1. A família também autorizou a doação de órgãos.
Em publicação nas redes sociais, Nahiza afirmou que os parentes “estão esgotados e tristes” e destacaram a necessidade de esclarecer a causa do falecimento, após comentários sugerirem que a jovem teria passado por uma cirurgia plástica.
De acordo com ela, a complicação ocorreu durante o procedimento de fertilização e provocou uma parada cardiorrespiratória. Após o episódio, Gabriela entrou em coma e foi encaminhada ao Hospital Sírio-Libanês.
“Minha prima não estava fazendo cirurgia plástica, não estava fazendo procedimento estético, ela estava tentando gerar uma vida. A fertilização in vitro foi realizada em uma clínica daqui bastante conceituada. Não foi em qualquer lugar, para os que especulam”, escreveu a jornalista. “Foram oito dias de muita luta por parte dela, que era muito plena e viveu intensamente, da equipe médica, dos familiares e amigos. Portanto, nesse momento de imensa tristeza, pedimos respeito pela dor da nossa família”, completou Nahiza.
Há cinco anos vivendo em São Paulo, Gabriela era formada em Direito, mas atuava desde 2021 na área de psicologia positiva, mindfulness – técnica de atenção plena – e neurociência. Ela também fundou um coletivo voltado para mulheres na capital paulista. Casada com o médico cirurgião Samuel Moura, a terapeuta morreu um dia após completar oito anos da união.
A Universidade Federal do Piauí (UFPI), instituição onde a sogra de Gabriela atua como professora do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem, também divulgou nota lamentando o falecimento. O texto da universidade destacou que a morte encefálica foi confirmada em 24 de fevereiro de 2026 pelo hospital e expressou solidariedade aos familiares, especialmente aos pais, de quem ela era filha única, e ao esposo. A instituição ressaltou ainda o caráter “raro e doloroso” da fatalidade ocorrida durante a tentativa de realizar o sonho da maternidade e prestou apoio à professora Lia Moura e aos demais familiares.
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