Resgate de pessoas em Nova Hamburgo, no Rio Grande do Sul, que está alagada em decorrência das fortes chuvas da região - Claudia Martini/Xinhua
O Rio Grande do Sul chegou, na manhã desta segunda-feira (6), à marca de 83 mortes em decorrência das fortes chuvas que atingiram a região ao longo da última semana.
O número de mortos pode aumentar ainda mais nos próximos dias, pois há um total de 111 desaparecidos, além de 276 feridos. De acordo com a Defesa Civil, há 19.368 desabrigados, instalados em alojamentos cedidos pelo poder público, e 121.957 desalojados.
Do total de 497 municípios do estado gaúcho, 345 foram afetados pelas fortes chuvas da região.
Em meio à pior tragédia climática já vista no estado, com todos os serviços básicos afetados, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que vai destravar obstáculos da burocracia para garantir o socorro às vítimas e prometeu ações de longo prazo.
Em viagem ao Rio Grande do Sul pela segunda vez em uma semana, o presidente Lula prometeu neste domingo, após sobrevoo de áreas afetadas, a criação de um “plano de prevenção de acidente climático”.
“É preciso que a gente pare de correr atrás da desgraça. É preciso que a gente veja com antecedência o que pode acontecer de desgraça”, afirmou o presidente. O plano de prevenção, segundo Lula, deverá ser desenvolvido ministra Marina Silva (Meio Ambiente).
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