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Senado aprova aumento gradual da licença-paternidade de 5 para 20 dias

Senado aprova aumento gradual da licença-paternidade de 5 para 20 dias

Em | Da Redação

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Senado aprova aumento gradual da licença-paternidade de 5 para 20 dias
Plenário do Senado Federal com senadores e assessores em atividade. Bancadas em semicírculo com cadeiras azuis e mesas de madeira. Painel eletrônico e bandeira do Brasil ao fundo. O plenário do Senado Federal, em Brasília – Evaristo Sá – 17.dez.25/AFP

A licença-paternidade no Brasil passará a ser de 20 dias em 2030, segundo cronograma aprovado nesta quarta-feira (4) no plenário do Senado. A ampliação da licença para pais, que hoje é de cinco dias, já tinha sido aprovada na Câmara dos Deputados em novembro do ano passado, com apoio da bancada feminina à esquerda e à direita e agora segue para assinatura do presidente Lula (PT).

O apelo da pauta entre as mulheres, porém, não foi suficiente para levar o benefício a 30 dias de duração. Os dez dias de licença-paternidade valerão em 2027 e 2028. Em 2029, passará a 15 dias e no seguinte vai a 20 dias.

A proposta, relatada pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA), foi aprovada no plenário por votação simbólica, quando não há contagem de votos.

Em relação ao texto aprovado na Câmara, o Senado retirou a possibilidade de que a licença fosse gozada de forma fracionada. Além disso, uma negociação concluída minutos antes de o texto ser chamado para votação passou a prever reembolso para as empresas pelo pagamento do salário-paternidade. O texto aprovado na Câmara previa que os valores seriam compensados com tributos federais.

A pedido do Ministério da Fazenda, o texto também previu que um regulamento deve definir esse reembolso, que deverá ser feito em “prazo razoável”. O projeto teve origem no Senado e, por isso, não retornará à Câmara.

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