
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, vai anunciar nesta segunda-feira (30) que será o pré-candidato do PSD à Presidência da República neste ano. Aos 76 anos, é a segunda vez que ele tenta o cargo, tendo ficado em décimo lugar na primeira eleição após a redemocratização, em 1989.
O anúncio em uma entrevista coletiva em São Paulo às 16h encerra um princípio de crise na sigla, historicamente avessa a rupturas. O governador gaúcho, Eduardo Leite, havia retomado uma campanha mais intensa pela postulação desde a semana passada, quando o chefe o Executivo do Paraná, Ratinho Jr., desistiu da disputa.
Caiado terá uma tarefa árdua até a convenção que decidirá a candidatura no meio do ano. A ideia de uma candidatura de centro pelo PSD fica esvaziada dado o perfil do governador, muito mais à direita.
Ele já assumia isso quando surgiu como o candidato da União Democrática Ruralista, ente conservador, no pleito de 1989 em que Fernando Collor derrotou Lula no segundo turno. Depois, foi deputado federal por dois mandato, senador e governador goiano, cargo pelo qual se elegeu em 2018 e reelegeu em 2022.
Nos últimos anos, esteve próximo do bolsonarismo, o que cria um desafio extra ao buscar pescar eleitores no mesmo lago em que já está operando o filho senador pelo Rio de Bolsonaro. Flávio foi ungido pelo pai candidato de dentro da cadeia, ora transformada em prisão domiciliar, e viu sua candidatura se consolidar
No mais recente levantamento do Datafolha, no começo deste mês, Caiado marcava 4% no cenário em que era colocado como nome do PSD, bem atrás de Lula e Flávio. Num eventual segundo turno, perdia para o petista por 46% a 36%.
Com informações Folha de São Paulo








