
Fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro foi transferido para o Centro de Detenção Provisória 2 em Guarulhos, na Grande São Paulo. Ele e o cunhado, Fabiano Zettel, que também foi levado, passaram por audiência de custódia na Justiça Federal.
Os dois foram alvos da 3ª fase da operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), na manhã desta quarta-feira. Vorcaro é acusado de manter uma milícia privada para coagir e ameaçar desafetos. Ele chegou a ser preso na primeira fase da operação, em novembro passado, mas foi liberado. Já Zettel é suspeito de operar fundos ligados a supostas fraudes financeiras do grupo Master.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi quem emitiu os mandados de prisão. Conforme o documento, mensagens entre Vorcaro e Zettel mostravam que o cunhado geria pagamentos em nome do ex-banqueiro.
Operação Compliance Zero
A Operação Compliance Zero apura supostas irregularidades na gestão do banco Master, liquidado no ano passado pelo Banco Central. Conforme apuração, a instituição está envolvida em um esquema que teria provocado um rombo de quase R$ 40 bilhões no mercado financeiro.
Este ocorreria por meio de emissão e comercialização de títulos de crédito sem lastro, conhecidos como “ativos podres”. Eles são usados para inflar artificialmente o patrimônio da instituição, além de ocultar fragilidades financeiras.
Além dos crimes de ameaça, a terceira fase da operação investiga Vorcaro por corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de sistemas da PF e até de organismos internacionais, como FBI e Interpol. A defesa do fundador do Master nega todas as acusações. Afirma, ainda, que ele não tentou obstruir as investigações.
Entre as ameaças que o banqueiro fazia a quem considerava adversário, conforme a PF, estava uma mensagem para intimidar o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo. Por meio de um assalto forjado, ele planejava “dar um pau” e “quebrar os dentes” do profissional.








