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Policia Federal indicia Bolsonaro por associação criminosa e falsificação de cartão de vacina

Documentos foram impressos no Palácio da Alvorada e entregues em mãos para o presidente, diz ex-ajudante de ordens. PF indiciou Bolsonaro, Cid e mais 15 com base nessa investigação.

Em | Da Redação

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Policia Federal indicia Bolsonaro por associação criminosa e falsificação de cartão de vacina
Documentos foram impressos no Palácio da Alvorada e entregues em mãos para o presidente, diz ex-ajudante de ordens. PF indiciou Bolsonaro, Cid e mais 15 com base nessa investigação.

As investigações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em relação à falsificação do certificado vacinal ganhou mais um capítulo. Desta vez, a Polícia Federal (PF) identificou que o tenente-coronel Mauro Cid emitiu o certificado falso de Bolsonaro e de sua filha de dentro do Palácio da Alvorada.

A Polícia Federal decidiu indiciar o liberal pelos crimes de associação criminosa e inserção de dados falsos em sistema público no caso que apura a falsificação de certificados de vacinas de Covid-19. Além de Bolsonaro, também foram indiciados o ex-ajudante de ordens, Mauro Cid, e o deputado federal Gutemberg Reis (MDB) do Rio de Janeiro.

Em depoimento, Cid afirmou que imprimiu o cartão e entregou diretamente a Bolsonaro. Para entender a situação, a polícia criou uma linha do tempo de acordo com os registros de câmeras e dos IPs dos computadores.

Às 7h57 do dia 22 de dezembro de 2022, há um registro de entrada de Mauro Cid no Alvorada. Um minuto depois, ele fez login em um dos computadores do local. Às 7h59, acessou a conta de Bolsonaro no ConecteSUS, aplicativo do Ministério da Saúde. Em seguida, às 8h, emitiu o certificado. Por fim, Cid imprimiu, às 8h01, dois arquivos com os seguintes nomes: “Certificado de Vacinação Covid-19” e “Covid 19 National Vaccination Certificate”.

Além do ex-presidente Jair Bolsonaro e do seu ex-ajudante de ordens, tenente-coronel Mauro Cid, a Polícia Federal indiciou outras 15 pessoas no inquérito que apura fraudes em cartões de vacinação. O indiciamento segue para análise do Ministério Público Federal (MPF), a quem cabe decidir se apresenta ou não denúncia na Justiça contra o ex-presidente.

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