Gonet destaca que o ex-presidente liderou um grupo com membros do governo e Forças Armadas para impedir a posse de Lula em 2023. | Divulgação Reprodução
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes.
Em alegações finais encaminhadas ao Supremo Tribunal Federal (STF) no final da noite esta segunda-feira (15), o PGR afirma que há provas claras de que o político articulou, durante e após seu mandato, ações para desestabilizar o Estado Democrático de Direito.
Bolsonaro é acusado de tentativa de golpe, abolição violenta do Estado Democrático, organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
Segundo Gonet, o ex-presidente liderou uma organização com membros do governo, Forças Armadas e órgãos de inteligência com o objetivo de impedir a posse de Lula. O 8 de janeiro, segundo ele, pode não ter sido o plano original, mas foi “desejado e incentivado” quando se tornou a última opção.
Além de Bolsonaro, também são réus nomes como Mauro Cid, Alexandre Ramagem, Almir Garnier, Augusto Heleno, Anderson Torres, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto. A PGR aponta que eles compunham o “núcleo crucial” do grupo.
Depoimento teve tom contido e marca mudança de estratégia com o objetivo de minimizar danos. Outra estratégia é tentar descredibilizar delação de Mauro Cid.
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