Política

PF identifica DNAs de 50 bolsonaristas presos envolvidos na tentativa de golpe em 8 de janeiro

A Polícia Federal que identificou em vestígios recolhidos dos prédios depredados material genético de 50 presos por envolvimento na tentativa de golpe no 8 de janeiro. Foram três meses de análise detalhada de mais de mil vestígios recolhidos no Planalto, no Congresso e no Supremo. Rastros como digitais, sangue e saliva foram deixados pelos golpistas.

Após o isolamento dos prédios, ainda na noite do dia 8 de janeiro, 50 peritos da Polícia Federal reuniram esses indícios encontrados em paredes, vidros, móveis. Além de materiais como garrafas, óculos, bonés, cigarros, mochilas e toalhas – que foram largados pelos vândalos. Todo o material foi apreendido, lacrado e enviado para exames em laboratórios.

Na primeira análise, o Instituto Nacional de Criminalística identificou 392 amostras de material genético. Que deram origem a 176 perfis distintos – ou seja, o DNA de 176 pessoas. Dentre eles, foram identificados 50 DNAs de golpistas presos pelos ataques de janeiro.

Essa comparação só foi possível porque, em abril, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, havia atendido a um pedido da PF e autorizado a coleta do material genético de todos os presos nos atos antidemocráticos.

Oficial do GSI conversa com golpistas no terceiro andar do Planalto em 8 de janeiro
Foto: Reprodução/Estadão / Estadão

As amostras foram inseridas no Banco Nacional de Perfis Genéticos – que reúne informações de suspeitos e condenados por crimes em todo o país.

Marcos Camargo, diretor da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais, explica que esses perfis genéticos são uma fonte importante para esclarecer autorias de crimes.

“É uma prova de que aquela pessoa deixou aquele material genético lá, que ela estava naquele local. Claro que daí todo o processo de investigação também vai trazer outros elementos, você tem circuitos fechados de TV, você tem outros elementos periciais também, que vão robustecer ainda mais esse achado. Mas sem dúvida nenhuma é um achado extremamente relevante”, diz Marcos Camargo, diretor da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais

O quebra-cabeça montado pela PF também mostra nos detalhes a movimentação dos golpistas: o mesmo DNA identificado numa mancha de sangue aqui na vidraça do Supremo também foi encontrado no segundo andar do Palácio do Planalto.

Marcelo Passos

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