Expulso de igreja peruana controversa após as eleições, ex-candidato do PTB alega que teve 'imagem e dignidade abalada'
Kelmon Luís da Silva Souza, baiano de 47 anos, autointitula-se ortodoxo, embora nunca tenha sido sacerdote das igrejas da comunhão ortodoxa no Brasil. Mesmo assim, celebra missas e batismos na Bahia, ganhando notoriedade em grupos conservadores por seu discurso combativo contra a esquerda.
Em 2022, Kelmon foi escolhido como cabeça de chapa do PTB após a candidatura de Roberto Jefferson, então presidente do partido, ser indeferida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Durante a campanha presidencial, o religioso chamou a atenção por seus embates em debates com Jair Bolsonaro e pelos ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Apesar de suas credenciais questionáveis, Kelmon já foi recebido pelo Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta, e participou de convocações para atos de cunho golpista em setembro de 2021. Sua imagem nas urnas em 2022 foi marcada pela batina, sua vestimenta característica.
O autodeclarado sacerdote, admirador de políticos conservadores falecidos como Levy Fidélix e Enéas Carneiro, utiliza seu canal no YouTube para abordar temas como a “islamização” e a “perseguição” a cristãos no Brasil. Apesar de sua atual filiação ao PTB, Kelmon já teve passagem pelo PT no passado.
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