O medicamento era liberado para o tratamento da diabetes tipo 2 e agora também vai poder ser usado como tratamento da obesidade.
O Ozempic é um medicamento à base de semaglutida, produzido pela Novo Nordisk e indicado para o tratamento de diabetes tipo 2. Nos últimos anos, ganhou notoriedade pelo efeito significativo na perda de peso. Posteriormente, surgiu o Wegovy, também à base de semaglutida, mas voltado especificamente para o tratamento da obesidade.
Já o Mounjaro, desenvolvido pela Eli Lilly, é indicado tanto para diabetes quanto para obesidade (a depender da dosagem) e tem como princípio ativo a tirzepatida
Ambos os medicamentos são utilizados no tratamento de diabetes tipo 2 e aplicados por meio de injeções semanais, com o objetivo de controlar os níveis de glicose no sangue. Estudos de eficácia, no entanto, demonstraram que eles também contribuem para a perda de peso, o que ampliou seu uso com essa finalidade.
A principal diferença entre os dois está no princípio ativo e na forma de atuação no organismo. O Ozempic contém semaglutida, substância da classe dos análogos de GLP-1, que imitam a ação do hormônio responsável pela sensação de saciedade. Esse hormônio é produzido naturalmente no intestino após a alimentação e atua em regiões como o cérebro, reduzindo o apetite.
De acordo com estudo publicado na revista científica Lancet, a semaglutida, na dose de 2,4 mg (comercializada como Wegovy), pode levar a uma redução de peso de até 17% após 68 semanas de uso. Apesar do resultado expressivo, o efeito é inferior ao observado com a tirzepatida, considerando também diferenças no tempo de acompanhamento dos estudos.
O Mounjaro, por sua vez, utiliza a tirzepatida, que atua como agonista duplo: além de simular o GLP-1, também age sobre o GIP, outro hormônio relacionado ao controle glicêmico e à saciedade. Essa combinação é apontada como responsável por sua maior eficácia na perda de peso.
Nos estudos da série SURMOUNT, a redução de peso após 72 semanas foi de 15% na dose de 5 mg, 19,5% na de 10 mg e 20,9% na de 15 mg. Em acompanhamentos de até 84 semanas com pessoas sem diabetes, a perda pode chegar a 26,6% nas doses mais altas.
Ambos os medicamentos são administrados por via subcutânea, uma vez por semana, utilizando canetas injetáveis. A diferença está no modo de uso: o Mounjaro utiliza uma caneta descartável por aplicação, enquanto o Ozempic permite múltiplas aplicações com a mesma caneta, exigindo apenas a troca da agulha.
Também há variação nas dosagens disponíveis. O Mounjaro é comercializado em doses que vão de 2,5 mg a 15 mg, enquanto o Ozempic varia entre 0,25 mg e 1 mg. Em ambos os casos, o tratamento é iniciado com doses menores para reduzir possíveis efeitos colaterais.
Enquanto o Ozempic é indicado exclusivamente para o tratamento do diabetes tipo 2, o Mounjaro pode ser prescrito tanto para diabetes quanto para obesidade, dependendo da dose utilizada.
Os efeitos colaterais mais comuns são semelhantes entre os dois medicamentos e incluem náuseas, diarreia, vômitos e constipação.
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