Anatomia da vulva — Foto: Arte g1
Anatomia da vulva — Foto: Arte g1
A Isaps reúne dados de procedimentos cirúrgicos e não cirúrgicos desde 2013 e o Brasil está no topo da labioplastia desde o início. Naquele ano, foram 13.683 procedimentos registrados.
Para a ginecologista Lucia Alves da Silva Lara, presidente da Comissão Nacional Especializada em Sexologia da Febrasgo (Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia), a busca pela labioplastia muitas vezes é só estética. Mulheres buscam a cirurgia porque acreditam na “vulva perfeita”.“Existe um questionamento: qual seria a vulva perfeita? Existe uma variação, padrão de medidas, de dimensões? Isso seria de extrema importância para estabelecer normas para uma labioplastia adequada, mas isso não existe”, alerta a ginecologista da Febrasgo.
Flávia Fairbanks, mestre e doutora em ginecologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), concorda e mostra uma preocupação com esse “conceito estético”.
“O que nos preocupa é buscar a cirurgia baseada em um conceito estético, um padrão estético que pode ser diferente daqui uns anos. Se não conseguimos nem definir um padrão para o corpo feminino, quem dirá para a região vulvar”, diz Fairbanks.
Aliás, vale sempre lembrar o que é a vulva e o que a vagina (sim, são coisas diferentes!). Vulva é o nome dado para a parte externa do aparelho genital feminino, enquanto a vagina é uma cavidade dentro da vulva.
Anatomia da vulva — Foto: Arte g1
Antes de mais nada, é preciso deixar claro que a labioplastia não provoca melhorias sexuais, ela traz apenas mudanças físicas.
Dito isso, a cirurgia de redução dos pequenos lábios remove a pele e a mucosa que se “projetam” para fora dos grandes lábios. Ela tira esse “excesso”. Ela pode ser feita tanto com anestesia local quanto geral e a paciente é liberada algumas horas após ao procedimento.
Apesar de parecer simples, Fairbanks aponta que não devemos banalizar a labioplastia, já que o procedimento remove uma parte do tecido do corpo (que não tem como refazer) e requer cuidado de uma equipe de saúde. A recuperação é rápida e a mucosa se estabelece entre uma e duas semanas.
“Os pontos são absorvíveis, não precisa retirar. A paciente precisa ter cuidado com a higiene pessoal, evitar entrar em locais contaminados durante um mês, como piscina ou mar, e a relação sexual vai depender da recuperação – entre um mês e 45 dias”, completa a doutora em ginecologia.Como a cirurgia não é reversível, a mulher deve pensar bem antes de realizar o procedimento.
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