Pernambuco

Motorista acusado de abusos sexuais com padre Airton tentou ser pastor evangélico

Batismo, estudo da Bíblia e apoio a cultos: motorista acusado de abusos sexuais com padre de Pernambuco tentou ser pastor evangélico

Em | Da Redação

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Motorista acusado de abusos sexuais com padre Airton tentou ser pastor evangélico
Foragido, Jaílson Leonardo da Silva passou, há 15 anos, pela Assembleia de Deus Madureira, em Afogados da Ingazeira, onde atuou como diácono

O escândalo envolvendo o padre católico Airton Freire de Pernambuco, de 67 anos, acusado de abusos sexuais, chegou ao mundo evangélico. O motorista do sacerdote Jaílson Leonardo da Silva, que teria participado de atos violentos contra fiéis da igreja e está foragido, é uma figura conhecida na região por ter feito carreira no ministério da Assembleia de Deus Madureira, em Afogados da Ingazeira (PE), município que fica na região de Pajeú no estado nordestino.

Há 15 anos, ele ingressou no templo da cidade, de pouco mais de 30 mil habitantes, e chegou a diácono, uma espécie de zelador que apoia o trabalho dos pastores, abre e fecha a igreja, faz a limpeza e cuida dos preparativos para os cultos. O possível envolvimento dele no estupro da designer Sílvia Tavares, ao lado do padre Airton, que está preso, chocou os moradores e a comunidade evangélica.

O caminho natural de Jaílson seria chegar a pastor. Uma das maiores denominações do país, a Assembleia de Deus Madureira tem como líder o pastor e político Manoel Ferreira, ex-deputado pelo PSC e presidente vitalício da Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil, que reúne atualmente cerca de 20 mil pastores e tem igrejas espalhadas por todo o país e no exterior. Com a notícia de que Jaílson teria sido pastor, a própria igreja começou a buscar vestígios da passagem dele pelo meio evangélico.

Padre Airton Freire, da Fundação Terra, foi suspenso do “Uso de Ordem” — Foto: Arquivo pessoal

Como ele não aparecia nos cadastros da igreja, que são auditáveis de acordo com o pastor Joaquim Neto, secretário-executivo da denominação no Brasil, foi preciso recorrer a integrantes da comunidade religiosa local. Não se pode afirmar com certeza por quanto tempo ele permaneceu em Afogados da Ingazeira, mas o fato é que ele passou por alguns processos de treinamento e preparação até se tornar diácono, o que pode ter levado alguns anos.

 

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