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Ministro do STJ investigado por assédio sexual entra de licença médica

Em | Da Redação

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Ministro do STJ investigado por assédio sexual entra de licença médica
Ministro Marco Buzzi – Foto: Arquivo/Sérgio Amaral/STJ

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi, investigado por assédio sexual, entregou um atestado médico ao presidente da Corte, Herman Benjamin, nesta quinta-feira, 5. A pedido da família, contudo, o tribunal não divulgou o diagnóstico nem o tempo que Buzzi ficará afastado das atividades.

O pedido de licença médica ocorre no dia seguinte à decisão do STJ de abrir uma sindicância para apurar uma acusação de que o ministro teria cometido assédio sexual contra uma jovem de 18 anos em sua casa de praia em Santa Catarina.

Versão de Buzzi sobre caso de assédio sexual

Buzzi participou do início da sessão na quarta-feira (4), para apresentar sua versão dos fatos. Disse aos colegas estar surpreso com a notícia e negou que o episódio ocorreu. Após o ministro ter deixado o local, porém, os ministros decidiram abrir o processo administrativo contra ele.

Três ministros vão integrar a comissão encarregada da apuração: Isabel Gallotti, Antônio Carlos Ferrera e Raul Araújo. Buzzi tinha comentado com colegas nesta quarta que pediria a licença médica no dia seguinte.

Se comprovado o assédio sexual, todavia, o ministro deve ser aposentado compulsoriamente. Além disso, ele também responde a um processo administrativo no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O caso começou a ser instruído nesta quarta, com depoimentos de familiares da vítima.

Família da vítima registrou ocorrência

Em outra frente, chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta a investigação criminal sobre o caso. A família da vítima registrou uma ocorrência perante a Polícia Civil de São Paulo, que encaminhou o relato ao Supremo, o foro indicado para processar ministros de cortes superiores.

A vítima tem 18 anos e, de acordo com a família, chamava o ministro de tio. Os pais dela são amigos de Buzzi e passavam o recesso do Judiciário no imóvel dele em Balneário Camboriú. Ainda de acordo com relatos ouvidos da família, o ministro teria tentado agarrar a jovem à força.

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