O motivo são 42 casos de reação adversa que estão em investigação
O Ministério da Saúde paralisou temporariamente a vacinação contra a dengue, de maneira preventiva, com o imunizante do Instituto Butantan. O motivo são 42 casos de reações severas
O ministro Alexandre Padilha (Saúde) afirmou durante uma coletiva de imprensa, em Brasília, que duas mortes que poderiam também estar relacionadas à vacina estão em investigação.
— Muitas vezes na área da saúde a precaução é a melhor medida. Em função disso, nós estamos tomando uma decisão de descontinuar a atual estratégia de uso da vacina do Butantan — disse Padilha. — Dentro dos 42 casos, chegamos a ter duas situações de óbitos, em que não existem dados suficientes para estabelecer causalidade com a vacina.
O anúncio foi feito com participação de representantes da pasta e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Padilha acrescentou que a vacina foi aplicada em 500 mil pessoas até o momento e que haverá uma reunião com gestores estaduais para apresentar todos os detalhes da medida. Ele orientou as pessoas que tomaram o imunizante nos últimos 21 dias a monitorar se surge algum sintoma, como febre, vômito e dores abdominais.
A vacina do Butantan foi aplicada de forma ampliada, dos 15 aos 59 anos, em Nova Lima (MG), Maranguape (CE) e Botucatu (SP) , e na região de Araguaína, no Tocantins. Também foram vacinados profissionais de atenção primária à saúde, espalhados por todo o país. Das 500 mil doses, mais de 400 mil foram para profissionais de saúde, e o restante foi direcionada para as regiões onde houve a imunização ampliada. O imunizante Qdenga, que não foi atingido pela medida e está disponível no SUS, já teve cerca de 8 milhões de doses aplicadas, segundo Padilha.
— A gente reforça para as pessoas que elas estão protegidas. Os dados mostram que protege contra os quatro tipos de dengue. E vamos fazer uma menção especial a quem tenha tomado nos últimos 21 dias: ter um acompanhamento especial para identificar se acabam desencadeando ou não algum desses sinais de alerta, ou qualquer reação adversa, para que a gente possa registrar e agir da melhor forma possível — diz o ministro.
O ministério, a Anvisa e o Butantan estão analisando os detalhes dos 42 casos em que foram registradas reações mais severas para aprofundar a investigação e buscar os possíveis fatores de risco. O diretor do Instituto Butantan, Esper Kallás, também estava presente durante o anúncio.
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