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Marília Arraes e Raquel Lyra travam duelo sobre famílias, Bolsonaro e Paulo Câmara em debate

Em | Da Redação

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Marília Arraes e Raquel Lyra travam duelo sobre famílias, Bolsonaro e Paulo Câmara em debate

Marília Arraes e Raquel Lyra travam duelo sobre famílias, Bolsonaro e Paulo Câmara em debate

Único estado em que duas mulheres disputam o governo no segundo turno, as candidatas Raquel Lyra (PSDB) e Marília Arraes (Solidariedade) fizeram um debate quente hoje na TV Globo em Pernambuco.

O principal motivo da troca de farpas, mais uma vez, foi a negação de ambas ao serem apontadas como as “candidatas oficiais” do governador Paulo Câmara (PSB) e do presidente Jair Bolsonaro (PL).

No caso de Raquel, ela bateu na tecla de que o PSB declarou apoio a Marília no segundo turno, e isso a tornaria a “candidata do governador”. “Temos duas mulheres no segundo turno. Uma que representa a mudança de verdade; outra, que representa a continuidade de um grupo que faz de tudo para se manter no poder”, afirmou.

Já Marília insistiu que Raquel é a candidata de Bolsonaro, apesar de a tucana ter declarado neutralidade na disputa presidencial. “A sua candidatura é trincheira do bolsonarismo em Pernambuco. De um lado, tem uma candidata do lado da democracia; de outro, uma que não tem coragem de dizer que é candidata de Bolsonaro”, retrucou.

“Nós temos dois projetos em jogo, não dá para ficar em cima do muro. Aqui em Pernambuco sabe que sou oposição a Paulo Câmara. Uma mentira contada mil vezes não se torna verdade. Você conhece minha luta e sabe que sou oposição [ao governador], mas sempre oposição alinhada ao que o presidente Lula quer fazer no Brasil”, afirmou Marília.

Raquel respondeu e voltou a defender a neutralidade como uma forma de unir Pernambuco. “A candidata que teima em mentir, já perdeu 12 ações na Justiça. Não sou como seu primo [João Campos, prefeito do Recife], que briga de dia na cozinha da tua casa e à noite se arrumam para o jantar”, disse.

“Eu já disse que não vou declarar voto, mas o fato sério mesmo é que Pernambuco precisa que seja capaz de fazer pontes, não de erguer muros. Tenho pessoas comigo que votam em Lula e pessoas que votam em Bolsonaro”, afirmou Raquel.

Durante todo o primeiro bloco, Marília tentou nacionalizar a campanha, citando sempre que apoiava Lula e questionando porque Raquel teria “vergonha de assumir que vota em Bolsonaro”.

Ela chegou a apelar para que os eleitores dos petistas refletissem sobre o voto. “Quero falar para você, eleitor, escolher bem os dois projetos. Temos aqueles que defendem o ódio e o preconceito contra o presidente Lula. Pense bem de que lado você está, vocês conhecem meu lado”, afirmou.

Em sua resposta, Raquel lembrou votos declarados que tem de diversos apoiadores de Lula, como o do deputado federal Túlio Gadelha (Rede) e da coordenadora da campanha de Lula no sertão, Márcia Conrado. “Onde ela enxerga lulista e bolsonarista, eu enxergo pernambucanos”, afirmou.

No segundo bloco, as candidatas falaram sobre dois temas pré-definidos escolhidos por elas. Raquel escolheu educação, e Marília, mulher. No fim, elas voltaram a trocar farpas. Clique aqui e confira a matéria do portal UOL na íntegra.

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