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Lula herdará coleção de rombos no Orçamento deixada por Bolsonaro

Em | Da Redação

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Lula herdará coleção de rombos no Orçamento deixada por Bolsonaro
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante um evento no Palácio do Planalto, em 10 de março O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante um evento no Palácio do Planalto, em 10 de março – Evaristo Sá – 10.mar.2023/AFP

Lula herdará coleção de rombos no Orçamento deixada por Bolsonaro

O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), chega pela terceira vez ao cargo, que ele assume em 1º de janeiro, com promessas de valorização dos salários, geração de empregos, renegociação de dívidas e suporte a políticas sociais.

Foram essas as indicações dadas pelo petista em seu discurso, após ter vencido o presidente Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno.

“A roda da economia vai voltar a girar com os pobres fazendo parte do orçamento”, disse Lula no domingo (30), após a confirmação do resultado das eleições.

O desafio será estruturar os planos em uma economia com pouco espaço para gastos não obrigatórios no Orçamento e uma perspectiva de crescimento mais lento em 2023. Levantamento do G1 mostra que a conta gira em torno de R$ 175 bilhões que precisarão ser contemplados na peça orçamentária.

Ainda em seu primeiro discurso como presidente eleito, Lula afirmou que o combate à fome e à miséria é o “compromisso número 1” do governo.

Além disso, o futuro presidente prometeu ampliar a faixa de isenção do Imposto de Renda das Pessoas Físicas (IRPF) para R$ 5 mil — que significa uma renúncia de R$ 21,5 bilhões para os cofres públicos, segundo cálculos do Sindifisco Nacional, sindicato que reúne os auditores da Receita Federal.

Outra proposta de impacto significativo é o reajuste do salário mínimo. O senador eleito Wellington Dias (PT-PI) que capitaneia a questão antecipou que o reajuste real do mínimo ficará entre 1,3% e 1,4%, resultado da média do crescimento do PIB dos últimos cinco anos.

O cálculo, que está na proposta de orçamento, é que cada R$ 1 acima de R$ 1.302 implica em gastos adicionais de R$ 370 milhões aos cofres públicos.

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