
A inflação fechou em 4,26% no ano de 2025, abaixo do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CNM) em 3%, com margem de 1,5 pontos percentuais para cima e para baixo. Essa é a primeira vez que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fica dentro deste intervalo no acumulado fechado de um ano desde 2019, quando ficou em 4,31%, sendo também a primeira vez dentro do atual governo Lula que esse número é registrado.
O resultado, divulgado pelo IBGE nesta sexta-feira, representa um alívio para o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, que não precisará redigir a carta para justificar inflação fora da meta, documento que ele já escreveu duas vezes desde o início de seu mandato, no início deste ano.
Economistas acreditam que a elevação da taxa básica de juros, a Selic, pelo Comitê de Política Monetária do BC (Copom), que chegou a 15% ao ano, maior nível desde 2006, foi essencial para que a inflação chegasse ao fim do ano abaixo dos 4,5%. Com isso, analistas já veem probabilidade do ciclo de cortes de juros ter início em 2026.















