
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, disse que o governo vai liberar o saque de R$ 7 bilhões do FGTS a cerca de 10 milhões de trabalhadores. A iniciativa faz parte de um pacote de ações do Executivo para diminuir o endividamento dos brasileiros.
Em entrevista ao jornal O Globo, divulgada nesta 5ª feira (9.abr.2026), o ministro afirmou que o valor complementa a liberação do FGTS aos trabalhadores que optaram pelo saque-aniversário, foram demitidos e tiveram parte dos recursos bloqueados como garantia de empréstimos.
“Estamos olhando o tamanho do problema do endividamento da sociedade em geral e estudando como organizar esse processo junto às instituições financeiras. A ideia é fazer um processo de repactuação e reestruturação dessas dívidas, de forma que, com a participação das instituições, seja possível reduzir drasticamente o valor das prestações e ajudar a administrar esse processo. O FGTS está sendo considerado uma parte pequena em relação ao conjunto de medidas em discussão”, disse.
Outra medida estudada pelo ministério é a regulamentação do uso do FGTS como garantia de empréstimos consignados. O ministro defende que os trabalhadores possam utilizar a parcela do fundo permitida para esse fim.
Atualmente, só é permitido usar a multa de 40% do saldo do FGTS, nos casos de demissão sem justa causa, como garantia no consignado. Com a mudança proposta pelo governo, o trabalhador poderá usar todo o valor da multa como garantia e obter taxas de juros mais baixas.
Segundo o ministro, a taxa de juros é a principal responsável pelo endividamento das famílias brasileiras.








