
O Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) divulgou, na quarta-feira (10), quatro lotes de azeite de oliva considerados impróprios para consumo e determinou o recolhimento imediato dos produtos. As análises laboratoriais encontraram nas amostras outros tipos de óleo vegetal, o que caracteriza fraude, segundo o ministério.
Foram desclassificados o lote 255001 da marca Royal, o lote 246002 da Godio, o 24081 da La Vitta e o H L F42350 da Santa Lucia. Os produtos foram encontrados em supermercados de Pernambuco, Ceará, Paraná e Santa Catarina.
O ministério determinou o recolhimento dos lotes e alertou que a venda desses produtos é considerada infração grave. Supermercados e distribuidores que mantiverem os azeites irregulares nas prateleiras mesmo após esse anúncio podem ser responsabilizados.
Denúncias sobre a venda dos azeites desclassificados podem ser feitas pelo canal oficial Fala.BR. O Mapa também recomenda atenção aos rótulos e desconfiança de preços muito abaixo da média —um dos principais indícios de adulteração.
COMO SABER SE UM PRODUTO ESTÁ IRREGULAR?
A Anvisa disponibiliza neste site uma ferramenta de consulta para que os consumidores possam verificar se determinada marca está com irregularidades. Para acessá-la, basta:
- Entrar no site https://consultas.anvisa.gov.br/;
- Clicar no ícone “Produtos Irregulares”;
- Pesquisar o nome da marca, o tipo de produto ou a data de publicação da medida;
- Clicar em “Consultar” e verificar as informações.
Também é possível verificar se determinada empresa que vende o produto está registrada na base de dados do Mapa. Para isso, é preciso:
- Acessar este site;
- Pesquisar o número de registro, a razão social ou o CNPJ da empresa;
- Verificar se consta como “Ativa” no campo “Situação do Estabelecimento”
Existem outras marcas de azeite de oliva consideradas impróprias para consumo e recolhidas pelo Mapa, por motivos como desclassificação do produto e CNPJ suspenso ou inapto junto à Receita Federal. A lista divulgada pelo órgão entre dezembro de 2023 e novembro de 2025 pode ser consultada no site do ministério.








