Brasil

Governo informa ao STF que não aceita proposta dos estados para acordo sobre ICMS

O governo Jair Bolsonaro informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que não vai aceitar a proposta feita pelos estados para um acordo sobre a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente sobre os combustíveis.

Em resposta apresentada ao ministro Gilmar Mendes, a Advocacia-Geral da União (AGU) disse que não teria “como prosperar eventual conciliação” feita pelo Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz).

O governo ainda apresentou uma contraproposta para fazer um monitoramento dos “impactos efetivos das Leis Complementares nº 192/2022 e nº 194/2022, ao longo dos próximos meses até o final do 1º trimestre de 2023”.

Esse monitoramento, segundo a AGU, funcionaria da seguinte maneira: “caso constatado, por um lado, que o excesso de arrecadação dos últimos anos se mostra consistente, não caberá qualquer tipo de modulação ou compensação de parte a parte”.

“Por outro lado, caso detectada insuficiência relevante de arrecadação e possível fragilização das finanças públicas, será elaborado Relatório Informativo a ser juntado nestes autos e enviado ao Poder Legislativo para deliberação sobre o tema, afastando-se, de qualquer modo, a possibilidade de compensações adicionais pela União”, explica a AGU.

Apesar de rejeitar o acordo, o governo pediu para que “se mantenha aberta a presente via conciliatória conduzida por essa Eminente Relatoria até que o Congresso Nacional delibere sobre a matéria”.

No último dia 28 de junho, o ministro do STF realizou uma audiência de conciliação com representantes das gestões estaduais e federais para discutir o tema. Na ocasião, os estados propuseram, entre outras coisas, que a base de cálculo do ICMS sobre o diesel seja calculada com base na média dos últimos 60 meses.

Gilmar Mendes é relator de uma ação do governo que pede ao STF a suspensão de todas as leis estaduais que aplicam alíquotas de ICMS para os combustíveis em percentual acima do estabelecido para outros produtos e serviços, que varia entre 17% e 18% nos estados. O movimento do Executivo faz parte de uma cruzada do governo contra os estados.

Da redação do PortalPE10, com informações do Mais Goiás.

Redação PortalPE10

Postagens recentes

Morre o ator e dramaturgo Juca de Oliveira, de O Clone e Avenida Brasil, aos 91 anos

O ator e dramaturgo Juca de Oliveira morreu aos 91 anos na madrugada deste sábado…

2 horas ago

”Estou pronto para ser governador”,diz João Campos ao lançar pré-candidatura para o Governo de Pernambuco

O presidente nacional do PSB e prefeito do Recife, João Campos, anunciou oficialmente, nesta sexta-feira…

2 horas ago

Exame toxicológico para CNH 2026: entenda as regras para tirar a nova habilitação

Quem pretende tirar a primeira habilitação em 2026 agora precisa fazer o exame toxicológico, inclusive para as categorias A…

2 horas ago

Ozempic x Mounjaro: entenda quais as diferenças entre as duas canetas emagrecedoras que ganharam popularidade no Brasil

O Ozempic é um medicamento à base de semaglutida, produzido pela Novo Nordisk e indicado para o…

2 horas ago

VÍDEO MOSTRA TUDO! Jonas e Jordana trocam carícias debaixo do edredom

O modelo Jonas Sulzbach e a advogada Jordana Morais protagonizaram cenas quentes durante a festa de sexta-feira (20) no BBB…

2 horas ago

Futuro motorista poderá fazer exame prático de CNH em outra cidade

(Folhapress) – O futuro motorista que fez as aulas para tirar a CNH (Carteira Nacional de Habilitação)…

2 horas ago

This website uses cookies.