Brasil

Governo identifica suspeitos de financiar ataques e pede bloqueio de bens

(Foto: Tom Molina/AFP)

A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu hoje (12) o bloqueio de bens de 52 pessoas físicas e sete jurídicas, num total de R$ 6.539.100. Segundo o órgão, os alvos são responsáveis por pagar o fretamento de ônibus para trazer pessoas para participar dos atos de vandalismos ocorridos em Brasília no domingo (8).

O órgão informou se tratar de um valor inicial, baseado na estimativa preliminar de prejuízos materiais calculados somente pelo Senado (R$ 3,5 milhões) e pela Câmara dos Deputados (R$ 3,03 milhões). Restam ainda a contabilização dos danos causados ao Palácio do Planalto e à sede do Supremo Tribunal Federal (STF), amplamente depredados por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Entre os bens na mira do pedido da AGU estão imóveis, veículos e valores em contas correntes. A lista dos alvos do bloqueio foi elaborada com o auxílio da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), incluindo apenas aqueles que contrataram os ônibus que acabaram apreendidos por transportar pessoas que participaram dos atos golpistas.

O advogado-geral da União, Jorge Messias, argumentou que as pessoas físicas e jurídicas listadas devem responder pelo vandalismo junto com aqueles que praticaram os próprios atos violentos. Ele justifica que “a aglomeração de pessoas com fins não pacíficos só foi possível graças ao financiamento e atuação das pessoas listadas”.

“E sob esse aspecto é de se ressaltar que tais pessoas possuíam plena consciência de que o movimento poderia ocasionar o evento tal como vimos, de modo que a responsabilização civil é medida que se impõe em regime de solidariedade com quem mais deu causa ao dano ao patrimônio público”, acrescentou o AGU.

Sobre os alvos do pedido, Messias disse que “ao fretarem veículos para transporte de manifestantes para Brasília, no mínimo assumiram o risco pela prática dos atos ocorridos e pelos danos que deles derivaram”.

Ele frisou a gravidade dos atos praticados, que lesaram o patrimônio público e “resultaram em danos à própria ordem democrática brasileira”. Messias argumentou que o bloqueio é necessário diante do risco de dissipação do patrimônio com demora de uma eventual condenação final, o que poderia inviabilizar o ressarcimento da União.

Marcelo Passos

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat. Duis aute irure dolor in reprehenderit in voluptate velit esse cillum dolore eu fugiat nulla pariatur.

Postagens recentes

Lula diz que governo vai recomprar refinaria privatizada na gestão Bolsonaro em 2021

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta sexta-feira (20) que a Petrobras tenha…

18 minutos ago

Novo vídeo mostra momento exato de ponte desabando entre TO e MA

Vídeos divulgados nas redes sociais nessa semana, revelam novos ângulos do desabamento da ponte Juscelino…

7 horas ago

Consultar multas em Pernambuco: como verificar se a multa já virou dívida

Motoristas que acumulam multas de trânsito precisam acompanhar a situação dessas penalidades para evitar que…

8 horas ago

Da infração ao sistema: como as multas de trânsito entram no registro do veículo

Uma infração de trânsito não se resume ao momento em que ela é registrada por…

8 horas ago

Presa em operação,influenciadora ‘Cavalona do pó’ comprou fazenda com dinheiro do tráfico lavado em bets

A empresária e influenciadora amazonense Mirian Mônica da Silva Viana, conhecida como “Cavalona do pó”,…

8 horas ago

Publicado edital para o concurso da Polícia Militar de Alagoas com 1.060 vagas

O edital do concurso público para a admissão ao curso de formação de oficiais (CFO)…

9 horas ago

This website uses cookies.