Brasil

Governo cria canal de denúncia contra ataques nas escolas

 

O Ministério da Justiça anunciou na última sexta-feira (7) a criação de um canal de denúncia específico para combater massacres e ataques nas escolas.

O canal já está ativo e pode ser acessado no endereço “https://www.gov.br/mj/pt-br/escolasegura”.

A medida faz parte do início de um planejamento de política nacional do governo Lula, chamada de “Operação Escola Segura”, para dar resposta aos casos de massacre que ocorreram em São Paulo (SP) e em Blumenau (SC). As ações criminosas tiraram a vida de quatro crianças e uma professora.

O grupo de trabalho conta com o apoio de vários ministérios, como Educação e Direitos Humanos. A meta é apresentar em até 90 dias um relatório que vai embasar a nova política nacional.

Canal de denúncias do Ministério da Justiça — Foto: Reprodução/Ministério da Justiça

Com o recente caso de ataque ocorrido nesta última quarta-feira (5), em escola de Blumenau, Santa Catarina, que levou a óbito quatro crianças e deixou ferida pelo menos mais quatro, o Laboratório de Operações Cibernéticas do MJSP apoia o Grupo de Trabalho Interministerial no levantamento de informações sobre possíveis ameaças às escolas por meio de monitoramento em redes sociais. Representantes da área estiveram na primeira reunião do GT, realizada nesta quinta-feira (06), no Ministério da Educação (MEC).

Nova plataforma criada em parceria permite celeridade na identificação dos responsáveis e prevenção contra novas ações

O Ciberlab atua em diversas frentes para combater os crimes virtuais. Para isso, o laboratório conta com uma equipe especializada em tecnologia da informação, que utiliza técnicas avançadas de investigação para rastrear a origem de crimes virtuais e identificar os responsáveis.

A partir dos crescentes casos de violência em centros de ensino do Brasil, o Ciberlab também atua em ações preventivas de ataque às escolas e creches brasileiras, produzindo relatórios que são encaminhados às polícias estaduais de todo o país.

“O laboratório tem identificado essas ameaças e trabalhado proativamente com as polícias e centros de inteligência estaduais para potencializar as investigações e prevenir futuras ações”, destaca o coordenador do Ciberlab, Alessandro Barreto.

 

Marcelo Passos

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