
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), afirmou nesta quinta-feira (26), que a proposta de emenda à Constituição que prevê o fim da jornada de trabalho 6×1 pode ser votada em maio.
De acordo com Motta, o envio da proposta à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, depois, a uma comissão especial, segue as regras da Câmara. Ele negou que a condução do tema represente disputa política.
“Não é briga por protagonismo, mas, sim, buscar o canal legislativo correto, dando vez e voz a todos os impactados e, a partir daí, avançar numa pauta que atenda à larga maioria da população brasileira”, afirmou.
O chefe da Casa disse que defende conversa com todos os setores envolvidos para avaliar os efeitos da mudança. Também declarou que o debate deve ocorrer com calma e sem ideologias, e afirmou que o tema acompanha mudanças nas relações de trabalho.
“Penso que é justo um tempo de qualidade para a família, para a saúde, momento de lazer, e essa PEC traz essa discussão”, declarou.
O que prevê a proposta
A redução da jornada de trabalho ganhou força nos últimos meses após mobilizações nas redes sociais e a atuação do movimento Vida Além do Trabalho, que defende mudanças na legislação trabalhista e o fim da escala 6×1.
A proposta reduz a jornada semanal de trabalho e acaba com o modelo em que o funcionário trabalha seis dias seguidos e descansa um.













