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Fibrose pulmonar: entenda os riscos da doença que levou à morte de Rita de Cássia

Em | Da Redação

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Fibrose pulmonar: entenda os riscos da doença que levou à morte de Rita de Cássia

A fibrose pulmonar é um problema de saúde associado a lesões ou cicatrizes que comprometem o funcionamento dos pulmões.

A doença causa fibrose em uma região chamada parênquima pulmonar, que pode ser identificada pela tomografia de tórax. O problema relacionado ao endurecimento dos tecidos pulmonares pode levar à perda da função do órgão.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), as causas podem estar associadas a diversos fatores, incluindo a exposição a poluentes e fatores ambientais como mofo e penas, refluxo gastroesofágico e determinadas condições genéticas.

A cantora e compositora de forró Rita de Cássia morreu na terça-feira (3), aos 49 anos, em decorrência da fibrose pulmonar. Na primeira versão deste texto, afirmamos com base nas informações do empresário da artista que a causa da morte havia sido fibrose cística, um outro tipo de doença que pode acometer o sistema respiratório.

A reportagem foi atualizada após o envio de novas informações pela equipe à CNN.

Em geral, a doença compromete pessoas acima de 50 anos, homens e fumantes, de acordo com a SBPT. Os sintomas mais comuns são a falta de ar, cansaço e tosse seca persistente.

“Com o tempo, há grande perda da função pulmonar e aumento das áreas de fibrose. A progressão sem tratamento costuma ser rápida com elevada mortalidade em dois a cinco anos”, afirma a coordenadora da Comissão Científica de Doenças Intersticiais Pulmonares da SBPT, Karin Storrer, em comunicado.

Os tratamentos da fibrose pulmonar não conseguem ajudar o paciente a retomar o estado original do pulmão, mas podem ajudá-lo a retomar a qualidade de vida. Geralmente, são utilizados medicamentos, além de suprimentos de oxigênio para auxiliar a recuperação do paciente.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, estima-se que a fibrose pulmonar sem causas conhecidas atinja de 14 a 43 em cada 100 mil pessoas. No Brasil, estima-se que haja de 13 a 18 mil casos.

A SBPT alerta que embora o problema de saúde seja incomum, ele é de grande importância clínica devido à sua gravidade, especialmente no contexto da Covid-19.

Segundo a SBPT, o tratamento é realizado a partir de medicamentos específicos, chamados antifibróticos, que apresentam alto custo. Para indicar os fármacos, a sociedade recomenda aos médicos considerarem a gravidade, presença de comorbidades e a possibilidade de utilização de outros medicamentos.

*As informações são da CNN Brasil.

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