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O escrivão da Polícia Civil Tiago Borges Miguel, 38 anos, foi preso na sexta-feira (2/6) após ser acusado de estupro. Os crimes teriam ocorrido dentro de uma delegacia em Franca, no interior paulista. Ao menos três mulheres afirmam ter sido vítimas de abuso sexual enquanto prestavam depoimento na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Franca.
O caso que levou Tiago à cadeia é de um mulher que teria sido obrigada a fazer sexo oral nele no dia 23 de agosto de 2022. Segundo a vítima, o escrivão ficava exibindo sua arma de fogo e a ameaçava dizendo que sabia onde ela morava.
O policial foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) na terça-feira (30/5) e a Justiça acatou o pedido de prisão preventiva. “A vítima apresentou relato contundente e verossímil”, registrou a promotoria na denúncia.
Estupro – Segundo o MPSP, a vítima havia sido intimada a comparecer na delegacia por causa de uma investigação sobre estelionato. Na ocasião, o escrivão trancou a porta da sala, pediu o celular da vítima e buscou fotos íntimas na galeria.As informaçoes são da Metrópoles |
Em seguida, ele começou a tocar no corpo da mulher e a obrigou a praticar sexo oral. A vítima registrou a ocorrência na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), que instaurou inquérito, mas o escrivão não foi afastado do cargo.
“Tiago, em tese, além de violar dever inerente ao cargo que ocupava de policial civil, valeu-se das facilidades próprias de seu cargo para intimidar e ameaçar a vítima para satisfazer sua lascívia”, escreveu o juiz Orlando Brossi Júnior, da 3ª Vara Criminal de Franca, ao decretar sua prisão.
O mesmo modus operandi foi denunciado por outras duas mulheres no fim de 2022, de acordo com a acusação. Elas teriam sido vítimas do policial em 2018.
“Detalhe relevante é que que nenhuma delas se conhece e ainda assim apresentaram relatos semelhantes, citando a manipulação de arma de fogo pelo denunciado para intimidá-las, pedido para ver fotos e vídeos íntimos em seus celulares e o próprio ato sexual em si”, relatou a promotoria.
Denúncias – Uma dessas vítimas desistiu de dar prosseguimento às investigações por problemas psicológicos. Já a outra entrou com recurso na Justiça após o prazo para ela representar contra o escrivão caducar.
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