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Empresários suspeitos de integrarem plano do PCC para matar promotor são presos em condomínio de luxo

Em | Da Redação

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Empresários suspeitos de integrarem plano do PCC para matar promotor são presos em condomínio de luxo
José Ricardo Ramos (à esquerda) e Maurício Silveira Zambaldi (à direita) foram presos por suspeita de financiar plano para matar promotor do MP de Campinas (SP). — Foto: Reprodução Ministério Público / Arquivo pessoal

Os empresários Maurício Silveira Zambaldi e José Ricardo Ramos foram presos, na manhã desta sexta-feira (29), suspeitos de financiar um plano para matar o promotor Amauri Silveira Filho, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de Campinas (SP).

Os dois atuam nos setores de comércio de veículos e transporte e foram presos no bairro Cambuí e no condomínio Alphaville, em Campinas.

Maurício é conhecido como Dragão, é dono da loja de motos Dragão Motors, na Vila Joaquim Inácio, em Campinas, e tem 2,8 milhões de seguidores no Instagram. O estabelecimento era usado para fazer a lavagem de dinheiro da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Segundo MP, o suspeito foi um dos principais alvos investigados em operação que apura os crimes cometidos pela facção, realizada em fevereiro de 2025, e queria matar o promotor para ‘recuperar prestígio’ no crime.

De acordo com a investigação, o plano envolvia a busca por um atirador no Rio de Janeiro e o uso de uma caminhonete blindada com uma metralhadora .50.

Moradores do entorno da loja relataram que a loja de Maurício estava fechada há um mês, e que as motos e carros de luxo estavam sendo retiradas do estabelecimento.

José Ricardo é apontado como associado ao PCC e dono da JR Ramos Transportes. Ele tem passagem na polícia por homicídio qualificado, receptação e roubo majorado, sendo que cumpriu pena pelos dois últimos crimes até 2010.

Ele teria sido destacado para, ao menos, acompanhar a rotina do promotor e identificar os pontos de frequência habitual, para que o plano para matá-lo fosse executado. Ele também seria o responsável por obter carros blindados e contratar quem praticaria o crime.

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