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Empregada doméstica é morta após tentar separar briga de cunhados

Em | Da Redação

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Empregada doméstica é morta após tentar separar briga de cunhados
Foto: Reprodução Redes Sociais

A empregada doméstica Juliana Silva, de 29 anos, morreu após ter sido baleada na cabeça enquanto tentava separar a briga entre dois cunhados. Ela estava internada em uma unidade de saúde desde o dia 30 de julho. A morte cerebral dela foi confirmada na tarde de segunda-feira (9). O crime aconteceu na casa da família onde a vítima prestava serviços há quatro anos, em Teresina, capital do Piauí.

Daniel Flauberth Gomes Nunes Leal, motorista por aplicativo, de 38 anos, e o cunhado Felipe Guimarães Martins Holanda, 37, bacharel em direito e servidor do Tribunal de Justiça do Piauí, entraram em luta corporal após o motorista reclamar do choro do filho de Felipe, uma criança de cinco anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Durante a briga, Daniel, que é dono de três armas, estava com uma delas. O revólver disparou e tanto ele quanto Felipe ficaram feridos. A bala também acertou a empregada doméstica, que tentava apaziguar a situação. Além de Juliana, os dois homens não resistiram aos ferimentos e morreram. A polícia ainda investiga se o tiro foi acidental.

Família

A cunhada de Felipe foi uma das primeiras pessoas a chegar no imóvel após a briga. Em entrevista ao G1, ela disse que ao se deparar com os três baleados, não conseguiu entender o que havia acontecido.

“A minha irmã está ruim. O menino está bem, brincando com as minhas duas sobrinhas agora, mas ele fica perguntando à mãe pelo pai, chorando e dizendo: ‘quero meu papai, quando ele vai vir?’. A gente responde que ele está com Jesus agora”, contou Ioneide Gomes.

Daniel tinha três armas em casa e esperava a chegada de um fuzil. Ele era filiado a um clube de tiro e adquiriu as armas legalmente. Os dois homens moravam com suas esposas em um mesmo terreno familiar onde há três imóveis.

“Todo ser humano é um homicida em potencial, basta a oportunidade. Essas duas pessoas esclarecidas entraram em uma contenda e dois vieram a óbito. Devia haver já um ranço entre as duas. O choro de uma criança autista levar a tudo isso, não acredito. Mas a investigação é que vai dizer”, disse o delegado Francisco Costa, também em entrevista ao G1.

Da redação do PortalPE10, com informações do BNews.

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