O diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques, durante entrevista coletiva sobre a Operação Eleições 2022 no segundo turno.
O diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques, durante entrevista coletiva sobre a Operação Eleições 2022 no segundo turno.
A Polícia Federal abriu nesta quinta-feira (10) inquérito para investigar suspeitas de crimes do diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal Silvinei Vasques na sua atuação sobre os bloqueios de rodovias. O caso vai tramitar na Superintendência da PF no Distrito Federal. Ficou definido que informações colhidas pelas unidades da PF em outros estados sobre possíveis irregularidades na atuação do diretor-geral deverão ser enviadas para esse inquérito no DF, que deve concentrar a apuração sobre o tema.
A investigação foi solicitada pelo Ministério Público Federal com o objetivo de apurar dois fatos. O primeiro é a responsabilidade de Vasques na realização de blitz da PRF no domingo de eleição. A PF vai apurar se o diretor-geral da corporação descumpriu decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que havia proibido a realização de operações policiais relacionadas ao transporte de eleitores no dia do pleito.
Além disso, a PF vai investigar se Vasques praticou omissão em relação aos bloqueios de rodovias feitos por manifestantes bolsonaristas em protesto ao resultado da eleição.
De acordo com o pedido de abertura da investigação feito pelo Ministério Público Federal, os fatos poderiam configurar crimes de prevaricação ou participação, por omissão, nos crimes contra o estado democrático.
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