Flávio Dino, ministro do STF (Rosinei CoutinhoSCOSTF)
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino proibiu nesta quinta-feira (15/1) a destinação de emendas parlamentares a ONGs que tenham parentes de deputados ou senadores em seus quadros e determinou uma série de auditorias para reforçar a transparência no uso de recursos públicos.
A decisão foi dada na ação que acompanha a rastreabilidade e a fiscalização das emendas parlamentares. O ministro estabeleceu a vedação imediata de repasses a entidades do terceiro setor que tenham, em cargos diretivos ou administrativos, cônjuges, companheiros ou parentes até o terceiro grau do parlamentar autor da emenda ou de seus assessores.
A proibição também alcança a subcontratação de empresas ou pessoas físicas com os mesmos vínculos familiares, para impedir que recursos públicos sejam direcionados de forma indireta a parentes.
Segundo o STF, a prática compromete o princípio constitucional da impessoalidade na administração pública.
Na decisão, Dino destacou dados que apontam crescimento expressivo desse tipo de repasse. Desde 2019, os recursos de emendas destinados a ONGs aumentaram cerca de dez vezes, chegando a R$ 1,7 bilhão em 2025. Auditorias da Controladoria-Geral da União (CGU) identificaram falhas recorrentes na prestação de contas dessas entidades.
De acordo com a CGU, metade das ONGs beneficiadas não divulga ou divulga de forma inadequada a aplicação dos recursos, e apenas 15% apresentam nível considerado satisfatório de transparência.
As auditorias também registraram casos de uso de verbas públicas para pagamento de aluguel de imóveis pertencentes a familiares de ex-parlamentares e contratação de serviços ligados a parentes.
A decisão do ministro também trata de falhas na execução de obras financiadas por emendas, com destaque para o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS). Relatórios apontam problemas recorrentes em obras de pavimentação, com indícios de baixa qualidade e irregularidades na fiscalização.
Para enfrentar essas fragilidades, Dino determinou que os Ministérios do Desenvolvimento Regional e da Gestão, em conjunto com a CGU, elaborem, em até 60 dias, uma nota técnica conjunta sobre os mecanismos de controle e fiscalização do DNOCS e da Codevasf.
O ministro ainda fixou prazos adicionais: a CGU deverá apresentar, em 15 dias, um cronograma das auditorias previstas para 2026 em municípios de todas as regiões do país. Já o Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul terá 10 dias para explicar por que ainda não regulamentou a fiscalização da transparência das emendas estaduais e municipais.
Flávio Dino advertiu que, caso persistam irregularidades graves na execução das verbas, o STF poderá determinar a suspensão total ou parcial dos repasses de emendas parlamentares.
Um enfermeiro socorrista do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) morreu enquanto trabalhava em Ipojuca,…
Ao menos duas alunas da Escola de Referência em Ensino Fundamental Cristiano Barbosa e Silva,…
Virginia Fonseca voltou a dar o que falar nas redes sociais neste sábado (14). Curtindo uma…
O pagamento do abono do PIS será liberado nesta segunda-feira (16) para trabalhadores que nasceram em março,…
A Receita Federal começou a divulgar, nesta segunda-feira (16), as regras para a declaração do Imposto de Renda 2026,…
A boca pode trazer pistas sobre uma doença ginecológica que afeta milhões de mulheres. Um…
This website uses cookies.