A partir da implementação do limite de juros rotativo no cartão de crédito, os bancos planejam diminuir o número de parcelas passíveis de pagamento sem juros. Normalmente estipulado em 12 vezes, as instituições financeiras desejam cortar pela metade esse número, com apenas seis parcelas antes de inserir a taxa.
Com a definição do Ministério da Fazenda do governo Lula (PT) em garantir a limitação dos juros rotativos do cartão para que a taxa não exceda o valor original do débito, os bancos desejam que ocorra um segundo passo nesse processo para que os parcelamentos sem juros sejam limitados.
A visão do setor bancário é de que a ação do ministro Fernando Haddad (PT) irá trazer um alívio temporário para os inadimplentes, mas que a ação poderá causar problemas se outras medidas não forem inclusas nas novas regras.
Segundo as informações do Blog de Valdo Cruz, no G1, os bancos desejam que haja maior restrição do crédito para pessoas com mais risco de endividamento. Essa discussão já foi apresentada ao Banco Central, que indicou ser necessário esperar a implementação da mudança no juros do cartão rotativo para depois pressionar por alterações de melhora para as regras.
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