Marcos Molina, o controlador da Marfrig e da BRF Foto: Marfrig/
Um dos principais empresários do setor de alimentos, Marcos Molina transformou a Marfrig em uma companhia bilionária ao longo dos 25 anos desde a criação. Agora, ele foi responsável por viabilizar a nova empresa com receita anual de aproximadamente R$ 150 bilhões.
Apesar dos grandes feitos no mercado de carnes, o executivo teve um início de trajetória mais simples. E iniciou cedo. Já aos 12 anos, Molina começou a trabalhar como açougueiro com a família em Mogi Guaçu, no interior de São Paulo.
Aos 16 anos, ele pediu ao seu pai para que fosse emancipado. O objetivo seria criar o primeiro negócio, uma distribuidora de miúdos. O nome da primeira empresa se chamaria Marfrio.
O negócio terminou de forma abrupta em 1998, quando o frigorífico pegou fogo. Marcos Molina voltaria a empreender novamente somente dois anos depois.
Em 2000, o empresário criou a Marfrig após realizar a compra do frigorífico Bataguassu, em Mato Grosso do Sul. As aquisições, inclusive, seriam uma constante para a nova companhia.
As diversas compras levaram a um forte crescimento da Marfrig. E em 2007, a companhia realizou a sua abertura de capital na bolsa de valores brasileira. A operação captou o montante de R$ 887 milhões.
Marcos Molina, que já tinha levado a companhia para a segunda maior produtora de carne bovina do mundo, começou a visar a aquisição da BRF.
Em 2021, a Marfrig comprou mais de 20% de participação do capital social da BRF. E foi elevando sua participação ao longo dos anos até assumir o controle da dona da Sadia e Perdigão.
Com presença em 117 países e faturamento anual de R$ 152 bilhões, a MBRF já nasce como a sétima maior empresa do Brasil, destacou Molina. “Estamos criando uma empresa de alimentos com marcas icônicas e reconhecidas, que tem como base uma plataforma multiproteína 100% integrada”, disse.
Para ele, a fusão é o desfecho natural de um ciclo iniciado há três anos, quando a Marfrig assumiu o controle da BRF. “Fizemos a virada da BRF. A empresa voltou a gerar valor para seus acionistas e a distribuir dividendos, performando acima de seus patamares históricos e batendo recordes operacionais e financeiros a cada trimestre”, afirmou.
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