Senadora eleita pelo Distrito Federal e ex-ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves (Republicanos) não é clara ao tentar explicar a origem dos supostos casos de exploração e abuso de crianças no Pará que ela descreveu durante um culto.
Damares dá diferentes versões sobre o surgimento das supostas denúncias, citando como origem CPIs (comissões parlamentares de inquérito) já encerradas, a ouvidoria do ministério e depoimentos de moradores da Ilha de Marajó (PA).
Após ser questionada diversas vezes por mais detalhes, a ex-ministra passa a dizer que os casos estão em um inquérito sigiloso, e, por isso, não poderia dar mais informações. “Eu vou pagar o preço por muito tempo ainda de acharem que eu menti, mas é para preservar as investigações. Aguardem”, afirmou
Em vídeo propagado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ela afirma durante um culto evangélico que saberia de casos de estupros de recém-nascidos, além de casos de crianças de 3 e 4 anos que teriam dentes arrancados para praticar sexo oral e que seriam obrigadas a se alimentar de comida pastosa para ter o intestino livre para sexo anal.
No vídeo, Damares continua o discurso dizendo que o presidente Jair Bolsonaro (PL) determinou que o governo fosse atrás de todas essas crianças e que o “inferno se levantou contra ele” —citando em seguida, sem uma ligação clara, a imprensa, o Supremo Tribunal Federal e o Congresso como agentes que agem em uma “guerra” contra o presidente.
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