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Covid: 80% de profissionais da saúde mortos no país eram mulheres

Em | Da Redação

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Covid: 80% de profissionais da saúde mortos no país eram mulheres

O coronavírus matou ao menos 4.500 profissionais de saúde brasileiros entre março de 2020 e dezembro de 2021, mostra estudo inédito

A batalha do Brasil contra o coronavírus foi especialmente dura para aqueles que atuam na linha de frente se esforçando para salvar vidas: técnicos e auxiliares de enfermagem, enfermeiros e médicos. Esses profissionais, que nos piores momentos da pandemia tiveram de lidar até com a falta de equipamentos de proteção, enfrentaram taxas de mortes que chegaram ao dobro da média dos anos anteriores à Covid-19. Eles só deixaram de morrer mais do que a população em geral quando começaram a ser vacinados com prioridade, no início de 2021.

Ao menos 4.500 profissionais de saúde de hospitais e clínicas públicos e particulares morreram de Covid-19 entre março de 2020, quando a pandemia chegou ao Brasil, e dezembro de 2021.

Houve mais mortes entre os que trabalhavam junto dos pacientes: técnicos e auxiliares de enfermagem, que representam 70% das vítimas entre os profissionais de saúde; seguidos dos enfermeiros (25%) e médicos (5%).

Essa concentração da maioria das mortes nas ocupações com menores salários no setor da enfermagem trouxe ainda uma grande disparidade de gênero no número de vítimas. Como, conforme dados do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), a maioria da força de trabalho no setor é formada por mulheres, foram elas as que mais morreram: oito a cada dez mortos por Covid-19 entre os profissionais de saúde no período pesquisado eram mulheres.

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