Remédio se popularizou e tem sido usado sem orientação médica para fins estéticos
A EMS anunciou nesta quarta-feira (24) a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a produção de dois medicamentos à base de liraglutida: Olire, destinado ao tratamento da obesidade, e Lirux, voltado ao controle do diabetes tipo 2. Embora a data de lançamento ainda não tenha sido definida, a previsão é de que ambos cheguem ao mercado em 2025.
Os dois medicamentos estarão disponíveis nas farmácias brasileiras a partir de 2025. Com esse lançamento, a EMS se tornará a primeira farmacêutica 100% brasileira a ingressar no mercado global de análogos de GLP-1, concorrendo diretamente com gigantes como Novo Nordisk (Ozempic e Wegovy) e Eli Lilly (Mounjaro).
A principal diferença está no uso da liraglutida, que exige aplicação diária, enquanto a semaglutida (Ozempic) e a tirzepatida (Mounjaro) são administradas semanalmente. Todas imitam o GLP-1, hormônio intestinal que, ao detectar glicose, reduz o apetite ao sinalizar saciedade ao cérebro.
De acordo com Sanchez, a expectativa é expandir a comercialização das moléculas de liraglutida para o exterior. “Daqui a oito anos, o grupo poderá faturar US$ 2 bilhões no exterior e outros US$ 2 bilhões no Brasil”, afirma.
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