
A abertura de duas fábricas de automóveis, a compra de uma mineradora de ouro e a chegada de gigantes do delivery no Brasil têm algo em comum. Fazem parte da lista de 52 investimentos de grupos chineses no país em 2025.
O ano passado registrou o recorde no número de projetos de empresas da China no Brasil, com alta de 45% no valor total alocado na comparação com 2024. Foram US$ 6,1 bilhões (R$ 30 bilhões), segundo levantamento do CEBC (Conselho Empresarial Brasil-China), valor maior do que o contabilizado em qualquer outro destino no mundo.
O estudo considera iniciativas com características distintas como operações começando do zero, expansões, fusões e aquisições e joint ventures.
O cenário de 2025 consolida uma tendência constante na década. Desde 2021, o Brasil esteve todos os anos entre os cinco principais países com mais investimentos.
A instabilidade geopolítica global ajuda a explicar o avanço chinês no mercado brasileiro, segundo o autor do estudo, Tulio Cariello, diretor de Conteúdo e Pesquisa do CEBC.
“Outros países se fecharam, principalmente os EUA, e o Brasil passou a ser a bola da vez, um lugar aberto e seguro”, afirma.
Cariello elenca características que atraem os chineses: grande mercado consumidor, uma indústria estabelecida, sistema bancário estruturado, recursos naturais e energia elétrica limpa.
Em 2025, projetos de energia (29,5%), mineração (29%), indústria automobilística (15,8%), petróleo (13,3%) e tecnologia da informação (6,3%) concentraram os investimentos de grupos chineses.









