App do Ministério da Justiça completa dois anos, libera pedidos sem cadastro prévio e reforça ações contra fraudes bancárias após crimes com celulares
O Celular Seguro chegou a 197,8 mil pedidos de bloqueio de aparelhos em casos de roubo, furto, perda e outras ocorrências até a última terça-feira (23), segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
A ferramenta permite, em um único alerta, suspender o funcionamento do celular, da linha telefônica e de aplicativos bancários, para reduzir fraudes após crimes patrimoniais.
Criado há dois anos, o aplicativo soma 3,73 milhões de usuários cadastrados e vem sendo ampliado com novas camadas de segurança.
O governo federal aponta que, desde o lançamento, a plataforma passou a integrar diferentes bases de dados e procedimentos para dificultar o uso indevido de aparelhos subtraídos.
A mudança mais recente entrou em vigor no início de dezembro: o bloqueio passou a poder ser solicitado mesmo por quem não tem cadastro prévio. A comunicação da ocorrência pode ser feita pelo aplicativo ou pela versão web em até 15 dias após o crime.
A decisão foi tomada após o ministério constatar que cerca de 80% dos alertas eram feitos por pessoas que se cadastravam apenas depois do ocorrido, o que atrasava o bloqueio.
Apesar da flexibilização, o governo reforça que o cadastro antecipado continua sendo a opção mais segura. O secretário-executivo do ministério, Manoel Carlos de Almeida Neto, afirmou que o tempo de reação é determinante para evitar prejuízos financeiros, já que atrasos podem permitir movimentações indevidas em aplicativos de bancos instalados no aparelho.
Ao longo de 2025, o Celular Seguro também passou a oferecer consulta prévia da situação de um aparelho antes da compra, reunindo informações de diferentes órgãos para indicar se o telefone possui registro de roubo, furto ou extravio. O recurso busca desestimular a comercialização de celulares irregulares.
Outra frente adotada foi o envio automático de mensagens via WhatsApp para números ativados em aparelhos com alerta de ocorrência. As notificações orientam o usuário a procurar uma delegacia para regularizar a situação, medida que, segundo o ministério, tem ajudado a identificar usos indevidos.
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