
O governo federal adiou o prazo para que o cadastro biométrico seja exigido na hora de pedir benefícios sociais – medida que busca combater fraudes.
🖊️ O decreto que regulamenta a biometria entra em vigor na sexta-feira (21). Mas, na prática, a exigência valerá apenas para alguns pedidos feitos ao INSS, como aposentadorias.
- pedidos de novos benefícios de incapacidade temporária (antigo auxílio-doença);
- pensão por morte;
- seguro desemprego;
- abono salarial;
- Bolsa Família; e
- salário maternidade.
A obrigatoriedade foi proposta pelo próprio governo no ano passado e aprovada pelo Congresso Nacional há quase um ano.
Para alguns grupos, a biometria não será exigida. É o caso de pessoas com mais de 80 anos ou com dificuldade de locomoção.
Numericamente, esses benefícios representam uma fatia maior dos pedidos de novos benefícios — mais, inclusive, do que aposentadorias.
Quem já recebe algum benefício social só precisará de biometria no caso de revisão cadastral – procedimento para verificar se a pessoa ainda preenche os requisitos para receber o benefício.
“Nosso objetivo é combater fraudes, mas tirando de quem não tem direito de receber [os benefícios]”, disse.
💰 Isso deve reduzir a economia de despesas esperada pela equipe econômica, mas o governo não divulgou o efeito do adiamento nas contas públicas.
💵 Os ministros não falaram sobre quanto deixará de ser economizado com o adiamento da medida de combate a fraudes.
Quem já tem biometria cadastrada não precisa se preocupar. Pode pedir os benefícios sem precisar refazer o procedimento. Quem não tem biometria cadastrada precisa checar se o benefício pedido exigirá biometria.
A biometria pode ser coletada também pela Justiça Eleitoral, por meio de carteira de habilitação ou tirando a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN).









