
As buscas pelos irmãos Ágatha Isabelly, de seis anos, e Allan Michael, de quatro, completam duas semanas no interior do Maranhão. A reportagem do Fantástico acompanhou de perto o trabalho das equipes e o drama da família, que vive no Quilombo de São Sebastião dos Pretos, em Bacabal.
Naquele domingo, o primo Anderson Kauã, de 8 anos, também estava na casa da avó. Ele brincou, almoçou e depois foi embora.
A avó percebeu a ausência dos netos entre 15h30 e 16h. Chamou, mas ninguém respondeu. O avô, José Reis, explicou que é comum as crianças circularem pelas casas vizinhas, mas, ao notar que não estavam em lugar nenhum, os moradores entraram na mata para procurar.
A mobilização cresceu rapidamente. Bombeiros do Pará e do Ceará, Exército, Marinha e voluntários se juntaram às buscas. Mais de mil pessoas participaram, com apoio de cães farejadores. Os profissionais alertaram para os riscos da mata, como armadilhas de caça e a “tiririca”, planta que corta como navalha.
Durante as buscas, foram encontradas pegadas de criança. Três dias depois, veio o alívio: Kauã foi localizado por um carroceiro que colhia palha. O menino estava sem roupas, havia perdido dez quilos, mas sobreviveu. Ele já se recupera e deve receber alta hospitalar nesta semana.
O delegado Ederson Martins explicou que Kauã contou ter tentado chegar a um pé de maracujá. Ao ser mandado de volta pelo tio, entrou na mata pelo lado contrário para não ser visto. Foi nesse momento que se perdeu com os primos. As roupas dele foram achadas no dia 8, e a polícia confirmou que não houve violência sexual.









