Pernambuco

Após agressões contra turistas, Prefeitura de Ipojuca publica decreto que proíbe taxa mínima de consumo na praia de Porto de Galinhas

Em | Da Redação

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Após agressões contra turistas, Prefeitura de Ipojuca publica decreto que proíbe taxa mínima de consumo na praia de Porto de Galinhas
Barraqueiros foram intimados pela Polícia Civil em Porto de Galinhas, no Litoral Sul de Pernambuco, após agressões contra dois turistas de Mato Grosso — Foto: Camila Torres/TV Globo

A Prefeitura de Ipojuca publicou um novo decreto com o objetivo de reforçar as regras de funcionamento do comércio na orla e estabelecer medidas para proteger consumidores e visitantes, que lotam a praia no Réveillon. A decisão foi tomada após um episódio de violência registrado no último dia 27 contra dois turistas.

Johnny Andrade Barbosa e Claiton Zanatta, vindos de Cuiabá, foram agredidos por comerciantes na praia após se recusarem a pagar o valor de R$ 80 para um barraqueiro, que teria combinado um preço mais baixo pelo serviço anteriormente. O casal foi atacado com socos e pontapés depois de se recusar a pagar um valor considerado abusivo pelo uso de cadeiras de praia.

Vídeo: casal de turistas é agredido em Porto de Galinhas após cobrança abusiva de cadeiras

Agora, o Decreto nº 149/2025 altera dispositivos do nº 485/2018 e proíbe expressamente práticas consideradas abusivas, como a exigência de consumação mínima, a cobrança de taxas ou multas pela não consumação e a chamada venda casada de produtos ou serviços por barracas de praia e seus colaboradores.

A norma também estabelece que o descumprimento das regras pode resultar na suspensão temporária ou até na cassação da autorização de funcionamento, mediante decisão fundamentada da Secretaria de Meio Ambiente e Controle Urbano.

Além da regulamentação, a Prefeitura de Ipojuca anunciou um conjunto de medidas imediatas em resposta ao caso. Entre as ações, está a suspensão temporária, pelo prazo de uma semana, das atividades da barraca envolvida na agressão, bem como o afastamento preventivo dos garçons e atendentes citados na ocorrência, até a conclusão das investigações.

O município também determinou o reforço da fiscalização na orla, com ampliação do efetivo da Guarda Municipal e da Secretaria de Meio Ambiente, além da intensificação das ações para coibir irregularidades como venda casada, exigência de consumação mínima e outras práticas que violem o Código de Defesa do Consumidor.

 

 

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