Linha de crédito havia sido suspensa pelo banco em 12 de janeiro para revisão. Para contratos já assinados, nada muda em relação ao pagamento das parcelas.
Bolsonaro em entrega simbólica do cartão do Auxílio Brasil, que desde 9 de agosto paga R$ 600 a beneficiários Isac Nóbrega/PR/24.02.2022
Uma das apostas de Jair Bolsonaro (PL) para atrair votos da população mais pobre, a oferta de crédito consignado aos beneficiários do Auxílio Brasil não interessa a 69% das pessoas atendidas pelo programa. De acordo com pesquisa Ipespe divulgada nesta quarta-feira, só 18% dos beneficiários do auxílio dizem que pretendem pegar o empréstimo ou que alguém de sua casa deve fazer essa opção. Outros 13% não souberam ou não responderam à pergunta.
Bolsonaro é hoje o segundo colocado na corrida presidencial, atrás de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A maior desvantagem do atual presidente em relação ao petista se dá entre os eleitores de baixa renda, em que 29% declaram apoio a Bolsonaro e 51% dizem votar em Lula, também segundo o Ipespe.
A população que ganha menos de dois salários mínimos por mês inclui os 20,2 milhões de beneficiários do Auxílio Brasil, programa criado por Bolsonaro para substituir o Bolsa Família. O governo prorrogou até o fim do ano os pagamentos do benefício e aumentou em R$ 200 o valor médio pago aos inscritos, mas a medida impactou pouco nas intenções de voto em Bolsonaro.
A regulamentação do crédito consignado para esse público se soma ao conjunto de ações focadas nessa parcela do eleitorado. O governo permitirá que instituições financeiras façam empréstimos de até R$ 2 mil para quem recebe o Auxílio Brasil, descontando até 40% do pagamento assim que ele entra na conta do beneficiário. A proposta é alvo de críticas por ter o potencial de aumentar o endividamento de famílias pobres.
Segundo o Ipespe, 63% dos beneficiários do auxílio se dizem informados sobre a liberação dessa modalidade de crédito, enquanto 37% disseram não ter tomado conhecimento sobre o assunto.
O desempenho de Bolsonaro no primeiro turno tem melhorado a conta-gotas quando analisadas as intenções de voto dos mais pobres. Os atuais 29% desse grupo que dizem apoiar a reeleição do presidente eram 28% em julho, antes dos pagamentos do Auxílio Brasil com novo valor. Em abril, 25% declaravam voto no candidato do PL.
O ritmo lento da evolução de Bolsonaro entre os mais vulneráveis é em parte explicado pela percepção que as pessoas têm sobre os objetivos do presidente com o aumento do Auxílio Brasil. Pesquisa Genial/Quaest também divulgada nesta quarta-feira mostra que 63% consideram que a medida visa a “ajudar” o atual chefe do Executivo a se reeleger.
A pesquisa do Ipespe, contratada pela XP, entrevistou 2.000 eleitores entre 26 e 29 de agosto. Nesse grupo, 18% diz que recebe ou receberá pagamentos do Auxílio Brasil, ou mora com alguém que seja beneficiário do programa. A margem de erro geral do estudo é de 2,2 pontos percentuais, para um nível de confiança de 95,5%. A sondagem está registrada junto à Justiça Eleitoral sob o código BR-04347/2022.
Da redação do PortalPE10, com informações são do O Globo
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