O documento, divulgado nesta quinta-feira (30) apresenta um panorama da atual situação do clima no mundo.
Conforme a versão provisória do Estado Global do Clima de 2023, publicada pela a organização Meteorológica Mundial (OMM), com apoio do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), até outubro deste ano, a temperatura média da superfície global ficou 1,4°C acima da média de 1850/1900.
Com este valor, o ano de 2023 é considerado o mais quente em 174 anos de medições meteorológicas, superando os anos de 2016, com 1,29°C acima da média, e 2020, com 1,27°C acima da média. O documento, divulgado nesta quinta-feira (30) apresenta um panorama da atual situação do clima no mundo.
Ainda de acordo com a publicação, os últimos nove anos, de 2015 a 2023, serão os mais quentes da história. Além disso, a média global de temperatura nos últimos dez anos, de 2014 a 2023 (até outubro), ficou 1,19°C acima da média de 1850/1900, sendo a década mais quente já registrada.
Em 2022, as concentrações dos três principais gases de efeito estufa (dióxido de carbono, metano e óxido nitroso) atingiram níveis recordes. Em 2023, dados de locais específicos mostram que os níveis dos três gases estão em constante crescimento, tornando o cenário mais preocupante.
Anualmente, a OMM emite relatórios sobre o Estado Global do Clima para divulgar informações atualizadas sobre as condições climáticas globais. Os relatórios abrangem uma variedade de temas, incluindo temperaturas, níveis do mar, concentrações de gases de efeito estufa e eventos climáticos extremos. O estudo é essencial para o monitoramento das mudanças climáticas e orientação de políticas de mitigação e adaptação, além de desempenhar papel fundamental na Conferência das Partes (COP) das Nações Unidas sobre Mudança do Clima.
E NO BRASIL?
No Brasil, o ano de 2023 também se destaca como um dos mais quentes da história do País desde a década de 60, segundo o Inmet. Em quatro meses consecutivos, de julho a outubro, as temperaturas ficaram acima da média histórica, sendo que setembro apresentou o maior desvio (diferença entre o valor registrado e a média histórica) desde 1961, com 1,6°C acima da média histórica no período de 1991/2020.
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