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Cotidiano

Marcelo Odebrecht diz à CPI da Petrobras que não tem o que ‘dedurar’

Nesta terça-feira (1º) foram convocadas pessoas ligadas à Odebrecht

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Marcelo Bahia Odebrecht, presidente da holding Odebrecht S.A, participou da CPI da Petrobras, em Curitiba, nesta terça-deira (1º) (Foto: Giuliano Gomes/PR PRESS)

Marcelo Odebrecht, presidente da holding que administra a empreiteira Odebrecht, se recusou a falar sobre o processo a que responde na Operação Lava Jato, mas respondeu a algumas perguntas dos deputados da CPI da Petrobras nesta terça-feira (1º). Ele negou a possibilidade de assinar acordo de delação premiada. “Para alguém dedurar ele precisa ter o que dedurar. Isso não ocorre aqui”, disse.

“Infelizmente estou engessado… Até por respeito à decisão do Supremo Tribunal Federal, que no que tange especificamente ao processo, já que existe um processo criminal em andamento, a gente fica impedido de falar sobre o processo. Espero que os senhores entendam essa situação”, disse Marcelo Odebrecht. Após 35 minutos, o executivo foi dispensado pelos deputados.

Os parlamentares estão em Curitiba para ouvir presos investigados pela Operação Lava Jato, que apura um esquema bilionário de fraude, corrupção e desvio de dinheiro da petrolífera e outros órgãos públicos. Marcelo Odebrecht foi o penúltimo a ser chamado pelo deputados.

Ele e outros quatro ex-executivos da Odebrecht estão presos no Paraná desde junho, quando foideflagrada a 14ª fase da Operação Lava Jato.  Marcelo Odebrecht disse que essa não será a primeira nem a última crise da empresa e que vem trazendo um “desgaste desnecessário” à própria Petrobras. “Tenho fé que sairemos dessa ainda mais fortalecidos”, afirmou.

obre a possibilidade de fazer uma delação premiada, a exemplo de outros réus no processo, Marcelo Odebrecht disse que tem valores dos quais não abrirá mão, citando uma briga entre suas filhas.

“Eu talvez brigasse mais com quem dedurou do que aquele que fez o fato”, afirmou. “Para alguém dedurar ele precisa ter o que dedurar. Isso não ocorre aqui”.

Questionado sobre a relação com políticos, ele respondeu que é natural. “É provável que se eu encontrar com um amigo, empresário, político, é natural que venha à tona o tema Petrobras. Não me lembro de nenhuma conversa específica”, afirmou.

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