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Cotidiano

Manifestantes em Brasília pedem golpe militar fechamento do Congresso e do STF

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Manifestantes em Brasília pedem golpe e fazem ataques ao Congresso e STF

Os atos desta terça-feira (7) convocados por Jair Bolsonaro acontecem em meio a embates do presidente com o Supremo Tribunal Federal (STF), e em um contexto de uma acentuada crise econômica e também de queda na popularidade e nas avaliações sobre a administração de Bolsonaro.

As manifestações convocadas pelo presidente são pautadas por ameaças antidemocráticas a ministros do Supremo e ao Congresso.

Também há protestos marcados contra Bolsonaro.

A última pesquisa Ipec, divulgada no final de junho, mostrou que a aprovação do governo caiu para 24%, enquanto a reprovação alcançou 49%. Já a pesquisa Datafolha sobre as eleições presidenciais de 2022 apontam que as intenções de voto de Bolsonaro recuaram, e o atual presidente não seria reeleito em qualquer dos cenários avaliados.

Ao mesmo tempo, a população atravessa fortes dificuldades econômicas, com a disparada da inflação, e desemprego próximo a taxas recorde.

O pedido foi baseado em uma reportagem de Guilherme Amado, no site “Metrópoles”. De acordo com a publicação, Bolsonaro enviou um texto por WhatsApp a apoiadores em que os incitava a irem às ruas para um “contragolpe” no feriado do Dia da Independência.

Os subprocuradores afirmavam que o presidente extrapolava os limites da mera liberdade de expressão e que a suspeita surgia na “sequência de uma escalada de sucessivas ameaças às instituições democráticas”.

“A isso se somam outras notícias indicando que as Forças Armadas estariam sendo conclamadas a se distanciarem de suas legítimas funções institucionais, para exercerem um suposto ‘poder moderador’, o que poderia sugerir a indevida intenção e possibilidade de ilegítima interferência no regular funcionamento dos Poderes da República”, diz o texto.
Apoiadores de Bolsonaro também são alvo de investigações por incitação a atos violentos e ameaçadores contra a democracia.

O ex-deputado bolsonarista Roberto Jefferson, que defendia a deposição de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em fotos armado, foi preso em 13 de agosto por determinação do ministro Alexandre de Moraes. Uma semana depois, Bolsonaro protocolou o pedido de impeachment de Moraes.

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