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Cotidiano

Manaus tenta avião para reabastecer estoque de caixões, que só dura mais cinco dias

Para conter caos, prefeitura oferece cremação gratuita; família enterra parente por conta própria

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As valas comuns já não dão conta da alta demanda por enterros em Manaus Foto: BRUNO KELLY / REUTERS

O começo desta semana será decisivo para Manaus. Após completar sete dias seguidos com mais de 100 óbitos por dia, a capital do Amazonas vê o colapso no sistema funerário se intensificar. E o prazo para evitar que faltem caixões para os mortos fica ainda mais apertado.

Na última sexta, o sindicato das empresas funerárias do Estado do Amazonas alertou para o fato de que o estoque de caixões só seria capaz de atender a alta demanda provocada pelo coronavírus por mais dez dias. No entanto, com cerca de 600 urnas ainda à disposição, o presidente da entidade Manuel Viana se viu obrigado a rever esta conta.

– Nós temos entre 500 e 600 caixões no estoque. Com mais de cem enterros diários, não vai durar mais do que cinco dias.

Com a situação cada vez mais dramática, duas frentes de negociação são a esperança do setor. Numa delas, a Associação Brasileira de Empresas e Diretores do Setor Funerário (Abredif) negocia com o Governo Federal a cessão de um ou mais aviões cargueiros para transportar 2 mil caixões de Campinas para Manaus. Neste domingo, em resposta a um contato da Secretaria Especial de Articulação Social, a entidade encaminhou um ofício no qual detalha a quantidade e as dimensões das urnas. Agora, aguarda por uma resposta urgente.

– Se esta operação não for possível, temos que enviar as urnas por caminhão no máximo na terça-feira. E ainda assim não chegarão a tempo. Porque o caminhão leva 11 dias para chegar a Manaus – conta Lourival Panhozzi, presidente da Abredif.

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