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Cotidiano

Mãe que esquartejou o filho diz que sentia ódio da criança

Há 1 ano, a acusada teria extirpado o pênis e os testículos da criança de 9 anos. Agora, ela e a companheira foram indiciadas e os crimes somados podem chegar a 57 anos de prisão

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Divulgação/PCDF

Após ter sido presa acusada de matar, esquartejar, queimar e esconder partes do corpo do próprio filho de 9 anos em uma mala, Rosana Auri da Silva Cândido foi indiciada nesta terça-feira (11), e vai responder por homicídio qualificado, tortura, ocultação de cadáver, lesão corporal gravíssima e fraude processual. À polícia, Rosana contou que sentia ódio e nenhum amor pela criança.

A companheira dela, Kacyla Pryscila Santiago Damasceno Pessoa, também participou da ação e vai responder pelos mesmos crimes. Se somadas, as penas podem chegar a 57 anos de prisão para cada acusada. O crime contra a criança aconteceu no dia 31 de maio, no Distrito Federal.

Ao G1, o delegado Guilherme Melo, que coordenou o caso, informou que a forma de execução da criança foi cruel. A vítima levou 11 facadas – sendo todos os golpes desferidos pela mãe -, duas facadas atingiram o coração da criança.

“Rosana disse que era muito vingativa e se comparou, inclusive, com o Deus justiceiro do velho testamento”, pontua o delegado. Além das facadas, a criança teve o pênis e os testículos extirpados pela mãe – ainda quando estava vivo, há 1 ano.

A “justificativa” dada pela acusada é uma vingança contra o pai e avós da criança. As duas mulheres estão presas na ala feminina do Complexo Penitenciário da Papuda, isoladas e em celas separadas – sem contato com as outras detentas. Agora a conclusão da investigação segue para o Ministério Público, que pode oferecer ou rejeitar as denúncias contra as acusadas.

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