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Libertadores: Independiente pode ir ao ‘tapetão’ para ganhar 3 pontos do empate

A alegação do clube argentino envolve o recém-contratado uruguaio Carlos Sánchez

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Jogadores cercam o árbitro na partida entre Independiente e Santos, pelas quartas de final da Copa Libertadores

Após o empate em 0 a 0 contra o Santos, pela partida de ida das quartas de final da Copa Libertadores, o Independiente pode recorrer ao ”tapetão” para alterar o resultado do confronto.

A alegação do clube argentino envolve o recém-contratado uruguaio Carlos Sánchez. A diretoria da equipe tenta apurar a situação do novo meio-campista santista após receber informações de que ele poderia ter atuado irregularmente nesta terça-feira.

A reclamação que o Independiente pretende levar à Conmebol indica a possibilidade do atleta não estivesse apto para entrar em campo devido à uma expulsão na última partida que disputou em um torneio organizado pela entidade sul-americana.

Antes de jogar por duas temporadas no Monterrey, do México, Sánchez defendia o River Plate, da Argentina.

Em novembro de 2015, em jogo válido pela semifinal da Copa Sul-Americana, o uruguaio foi expulso pelo brasileiro Sandro Meira Ricci no último minuto do empate em 2 a 2, contra o Huracán, que decretou a eliminação de sua equipe.

Apressado com a iminente desclassificação, o meia deu tapas em um gandula que atrasava o reinício da partida e recebeu o cartão vermelho diretamente – fato que renderia uma suspensão automática na próxima partida que disputasse no âmbito continental.

Entretanto, a Conmebol instaurou, em 2016, uma ”medida de graça”, na qual reduziu pela metade todas as punições pendentes de atletas e clubes.

Sem embargos, a dúvida do Independiente (e de todos) seria a indefinição da quantidade de jogos que Sánchez teria sido suspenso pelo episódio – nada de oficial foi declarado pela confederação.

O Santos, por sua vez, garante que o ”gancho” teria sido de apenas um jogo, e, com o ”favor” da Conmebol, o jogador teria sido livrado da culpa. Porém, o clube argentino não confia nesta versão, e deve recorrer.

Outro argumento santista aponta o fato de Sánchez ter participado normalmente do Mundial de Clubes no final do mesmo ano, sem nenhuma restrição da Fifa, que organiza o torneio. No entanto, o livro de regras da entidade máxima do futebol deixa claro que não são válidas as ”migrações” de suspensões entre diferentes torneios (Sul-Americana, Libertadores, Champions League, etc.). Logo, tecnicamente, o uruguaio não poderia ter cumprido sua suspensão à época.

Orlando Rollo, vice-presidente do Santos, reforçou a versão do clube em entrevista ao ESPN.com.br: ”Sanchez recebeu anistia da Conmebol em 2016. Estava apto para jogar. Nada irregular”, disse o cartola.

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