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Cotidiano

Juiz que agradeceu ao CNJ por não trabalhar é afastado

Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) reagiu ao caso, em nota, diz que Cesca está “regularmente afastado”

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O juiz federal Marcelo Cesca ganhou notoriedade nos últimos dias ao publicar mensagens em rede social na internet “agradecendo” ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por estar há cerca de dois anos sem trabalhar – e recebendo um salário mensal de R$ 22 mil. O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) reagiu ao caso, ontem (18), e, em nota, diz que Cesca está “regularmente afastado de suas funções”.

“Tendo em vista notícias divulgadas na imprensa nos últimos dias, relativamente às declarações do juiz federal substituto Marcelo Cesca, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região esclarece que o referido magistrado encontra-se regularmente afastado de suas funções, no interesse de processo de verificação de invalidez para fins de aposentadoria, o qual, apesar de tramitar sob segredo de justiça, teve sua existência trazida a público pelo próprio magistrado”, cita nota do TRF-1.

Uma das fotos postadas por Cesca numa rede social – de roupa de banho, na praia – apresenta a seguinte legenda: “Eu agradeço ao Conselho Nacional de Justiça por estar há 2 anos e 3 meses recebendo salário integral sem trabalhar, por ter 106 dias de férias, mais 60 dias pra tirar a partir de 23/03/14, e por comemorar e bebemorar tudo isso numa quinta-feira à tarde, ao lado de minha amada gata de 19 anos. Longa vida ao CNJ e à Loman [Lei Orgânica da Magistratura Nacional]”.

Na segunda-feira (17), o corregedor nacional de Justiça, Francisco Falcão, pediu ao presidente do TRF-1 que prestasse informações com urgência sobre as conclusões de um procedimento aberto contra um juiz federal de Brasília que foi afastado do cargo em novembro de 2011 após, supostamente, ter sofrido um problema psiquiátrico.

Diante da divulgação do caso na imprensa, Francisco Falcão informou ainda ter oficiado ao TRF-1, “para que se manifeste com urgência, no prazo de 24 horas, sobre as conclusões do Procedimento Administrativo 8.132/2011, que trata do assunto, e indique a data de sua inclusão na pauta de julgamentos”. (Estadão)

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