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Cotidiano

Índios bloqueiam a BR-101 em Pernambuco e Alagoas

Grupo interditou as duas faixas da rodovia, perto do Hospital das Clínicas.

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Um grupo de índios bloqueou a BR-101 na altura do Hospital das Clínicas, no Grande Recife. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, eles protestam contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241, que limita os gastos públicos pelos próximos 20 anos, e por melhorias na saúde e educação.

Participam do movimento índios das tribos Kambiwá, Tuxá, Atikum, Pankararu, Pankará, Entre Serras e Xucuru. Com o trânsito completamente parado, eles dançam e exibem cartazes contra a Portaria 1907/16, que exclui poderes da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai). Com a decisão, as aldeias ficariam submetidas ao Ministério da Saúde, segundo eles.

Equipes da Polícia Rodoviária Federal acompanham a mobilização, que causa reflexos em outras vias, como a Avenida Abdias de Carvalho, no sentido BR-232, e na Avenida Caxangá. Ainda segundo a PRF, a superintendência da corporação fez contato com a Procuradoria do Ministério Público Federal,  que deve acionar um Procurador da República para conversar com os índios e buscar a liberação da rodovia.

Por causa do bloqueio, a sessão do julgamento dos acusados de matar o promotor Thiago Faria Soares, que chega ao quarto dia nesta quinta-feira (27) no Fórum Artur Marinho, que fica às margens da BR-101, no bairro do Jiquiá, está sem previsão para recomeçar. Segundo a assessoria de comunicação da Justiça Federal, nem todo mundo que trabalha no júri conseguiu chegar ao fórum.

Alagoas

Após 24 horas de interdição por índios, o trecho da rodovia BR-101 em Joaquim Gomes segue interditado pelos índios. Um outro trecho da rodovia, em Porto Real do Colégio, que também havia sido interditado foi liberado na manhã desta quinta-feira (27).

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), um trecho da BR-423, em Delmiro Gouveiaque também havia sido interditado na manhã da quarta-feira (26) foi liberado depois de mais de 10 horas.

Os índios protestam por melhorias na saúde, na educação indígena e também dizem ser contra aProposta de Emenda Constitucional (PEC) 241, que limita gastos públicos. A PRF informou ainda que não tem previsão de quando a rodovia será liberada.

O coordenador regional da Fundação Nacional do Índio (Funai), Rodrigo Lins, informou ao Portal G1 que a principal reividicação dos índios é contra contra a Portaria 1907/16 que retira poderes da Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena), onde, segundo ele, as aldeias ficariam submetidas às decisões do Ministério da Saúde, perdendo autonomia

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