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Cotidiano

Hemodiálise: como uma máquina cumpre a função dos rins

Nefrologista explica o procedimento pelo qual os portadores da Doença Renal Crônica tem que passar todas as semanas

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Muitas vezes a correria do dia a dia não permite que as pessoas tenham tempo de cuidar da saúde. Mas quem já parou para pensar em como vão os rins? Será que eles estão funcionando perfeitamente? Em alusão ao Dia Mundial do Rim, 13 de março, o Portal LeiaJá conversou com um especialista em Doença Renal Crônica (DRC), que explicou como é realizado a hemodiálise – processo feito por um equipamento para substituir a atuação do rim no corpo humano.

As principais funções do rim são expulsar as toxinas do sangue, regular a pressão sanguínea e controlar a ingestão líquida. O médico nefrologista do Real Hospital Português (RHP), Frederico Cavalcanti, explica como o processo de hemodiálise substitui este órgão. “Através do filtro dialisador, a veia leva o sangue até a máquina e o líquido retorna para a veia. Quando o sangue entra no equipamento, ele retorna para a pessoa totalmente purificado, exercendo com eficácia a função do rim”, explica. Ainda segundo Cavalcanti, as principais doenças que levam as pessoas a perderem o funcionamento dos órgãos são a diabetes e a hipertensão.

O especialista explica ainda que o paciente tem que dedicar 12 horas da semana para o tratamento. “Cada sessão de hemodiálise dura quatro horas e deve ser realizada três vezes na semana”. Com o tratamento sendo feito de forma correta, os pacientes têm uma vida completamente normal. “Fora do hospital, a vida continua. Qualquer pessoa que realiza o tratamento pode trabalhar, estudar e praticar exercícios físicos normalmente, mas, claro, sem esquecer de comparecer até o local onde realiza a hemodiálise para dar continuidade ao tratamento”, diz.

Os pacientes só devem ficar atentos à alimentação, pois não podem exagerar em nenhum alimento. Porém, quando uma pessoa inicia o processo, passa a ter acompanhamento de um nutricionista do próprio hospital. 

Apesar do longo tempo de cada sessão, o doutor diz que o procedimento só causa incômodo ao paciente na primeira vez. “Para iniciar o método, o paciente passa por uma pequena cirurgia para implantação de duas agulhas por onde passa o filtro dialisador. Só há um pouco de dor neste momento. Depois, a pessoa não sente nada”, garante Cavalcanti. 

Em 2008, o promotor de eventos Dayvson Teixeira, de 32 anos, começou a sentir um cansaço além do normal e procurou, depois de alguns dias, um médico. “Cheguei ao ponto de andar metros e ter a sensação de ter subido uma ladeira correndo. Quando fui diagnosticado, o doutor constatou que eu era portador da DRC”, conta Teixeira. Mas ele enfrenta o problema como algo que tinha que acontecer na sua vida. “Não me desesperei em nenhum momento. No começo, ainda senti fortes dores de cabeça e até cheguei a vomitar, pois o processo retira todas as impurezas do sangue e nos deixa um pouco fraco, mas hoje encaro o procedimento de forma natural. Assim que o processo é finalizado, me alimento normalmente e já me sinto bem melhor”, garante Dayvson, que chegou a perder quase 10 quilos depois que começou as sessões de hemodiálise e mudou um pouco a alimentação. 

Para que não seja preciso fazer a hemodiálise, o paciente com problemas nos rins também pode optar pelo transplante do órgão. Recentemente, a irmã de Dayvson Teixeira descobriu que tem os rins compatíveis com os deles e, em breve, eles vão passar pelo procedimento cirúrgico. “Ela (a irmã) está realizando uma série de exames para que a operação seja feita o mais rápido possível”, conta Teixeira, com um largo sorriso no rosto. 

 

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