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Febrabran diz que bancos combatem lavagem de dinheiro e estão do lado da ética

No posicionamento, a federação diz que as instituições estão do lado da ética e da transparência

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© Andrew Cowie/AFP   Reportagens do ICIJ indicam que bancos servem a oligarcas, traficantes e terroristas em explosão de lavagem de dinheiro. Na imagem, o prédio do HSBC

A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) divulgou nota nesta 2ª feira (21.set.2020) sobre a série de reportagens do ICIJ (Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos), que revelou no domingo (20.set.2020) que grandes instituições financeiras, como o JPMorgan Chase e o HSBC, continuam lavando dinheiro para ditadores, corruptos, terroristas e traficantes de drogas.

No posicionamento, a federação diz que as instituições estão do lado da ética e da transparência.

“Os bancos brasileiros estão comprometidos com a melhoria e o aperfeiçoamento constante dos controles de prevenção à lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo. Os bancos e a Febraban sempre estarão do lado da transparência, dos princípios e valores éticos, participando ativamente do trabalho contra as práticas criminosas e contra os atos ilícitos que afrontam os cidadãos e as instituições”, diz a nota.

De acordo com a Febraban, os bancos brasileiros são os principais responsáveis pelas comunicações de operações suspeitas ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras). No ano passado, segundo a federação, as instituições financeiras enviaram ao governo federal 118,5 mil comunicações de operações suspeitas e 2,919 milhões de operações em espécie de valores igual ou superior a R$ 50 mil. Ainda segundo a entidade, o Coaf gerou 6.272 relatórios de inteligência financeira a partir desses comunicados.

“A Febrabran é uma das fundadoras e participante ativa da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro, debatendo, fazendo propostas para o constante aprimoramento regulatório e a adoção das melhores práticas na prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo”, afirma na nota.

Especialistas americanos e ingleses defenderam, em entrevista ao ICIJ, que a produção de relatórios e a aplicação de multas milionárias não é suficiente para inibir esse tipo de crime. Para eles, a cúpula dos bancos deve ser penalizada.

A reportagem do ICIJ analisou documentos vazados da Fincen (Rede de Combate aos Crimes Financeiros), 1 órgão do Tesouro dos Estados Unidos que recebe comunicados de operações bancárias suspeitas. Os arquivos foram repassados ao BuzzFeed News e compartilhado pelo ICIJ com 400 jornalistas de 88 países. No Brasil, o Poder360 faz parte do projeto ao lado das revistas Época e Piauí.

A análise dessa documentação aponta que os bancos movimentaram valores suspeitos que chegam a US$ 2 trilhões, montante equivalente ao PIB (Produto Interno Bruto) da Itália, e superior às riquezas produzidas pelo Brasil no ano passado (US$ 1,8 trilhão).

A revelação de que os bancos continuam movimentando recursos suspeitos derrubou o preço das ações dessas instituições. O valor do HSBC recuou ao nível mais baixo em 25 anos na Bolsa de Hong Kong. As informações são do site Poder360

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